Empresário que pagou por Centurión planeja longo projeto com o São Paulo
04/02/2015 10h05 - Atualizado em 04/02/2015 10h05
Empresário que pagou por Centurión planeja longo projeto com o São Paulo
Mecenas em negócio por argentino, Vinícius Pinotti é primeiro membro de grupo que Aidar pretende montar com empresários torcedores. Tricolor terá prazo para pagá-lo
Por Alexandre Lozetti e Marcelo Hazan
São Paulo
Vinícius Pinotti virou "celebridade" a partir da manhã da última terça-feira, ao participar da apresentação de Centurión e revelar-se o mecenas que emprestou quase R$ 13 milhões ao São Paulo para adquirir 70% dos direitos econômicos do argentino. Ele é um dos acionistas do grupo que controla a Natura, empresa de cosméticos. Mal conseguiu trabalhar depois do evento no CT da Barra Funda. Seu telefone disparou a tocar tal qual o número de seguidores nas redes sociais.
– Foi uma repercussão assustadora – admitiu o rapaz, que se define da seguinte forma:
– Sou são-paulino doente, tenho até tatuagem. Uma história de "doença" desde meu nascimento.
A ideia de Pinotti e da diretoria do São Paulo é que a contratação de Centurión seja apenas o primeiro resultado prático de um projeto em elaboração há alguns meses. O presidente Carlos Miguel Aidar quer reunir empresários torcedores do clube para potencializarem o que chamam de "bons negócios". Não necessariamente relacionados às contratações: o Morumbi, o clube social e outras áreas do Tricolor também estão abertas aos investimentos do "grupo de ajuda ao São Paulo". O nome é provisório, pois o definitivo ainda não foi escolhido.
Pinotti chegou ao Morumbi por meio do amigo e diretor de marketing Ruy Maurício Barbosa. Eles coordenam, juntamente ao vice de comunicação e marketing, Douglas Schwartzmann, um plano para a criação desse grupo. O objetivo é reunir empresários com contatos e recursos financeiros para ajudar o São Paulo, sem participação direta na gestão do clube. Quando formalizada, a parceria terá um contrato estabelecendo as regras de atuação.
– Infelizmente, a repercussão recaiu sobre a ação e não sobre o conceito. Não é um movimento específico de tirar dinheiro do bolso para pagar o argentino. É um projeto de longo prazo que visa trazer investimentos e patrocínio ao São Paulo – ponderou o empresário, que usa sua rede de contatos para intermediar conversas do clube com empresas, mas faz questão de esclarecer que a Natura não tem nada a ver com o negócio.
Pinotti entende a repercussão. Afinal, não é todo dia que um torcedor desembolsa tal quantia para ajudar seu clube a contratar um jogador. Ele jura que não terá nenhuma participação numa possível revenda de Centurión. Aliás, até agora, nenhum documento foi assinado entre o empresário e o São Paulo. Mas será, inclusive com um prazo definido para o pagamento.
– Não tenho participação em jogador, não tenho comissão, não estou indo lá para ganhar dinheiro. Confio tanto nessa diretoria do São Paulo que não assinei nenhum acordo. Ainda não definimos exatamente um prazo (para que o clube o pague), mas posso antecipar que não será curto. Colaboro informalmente com o clube há algum tempo. Meu objetivo é levar recursos.
De acordo com o empresário, ele receberá o valor correspondente ao empréstimo e mais a correção do CDI (Certificados de Depósito Interbancário). Pinotti diz que a ideia do grupo de empresários atuantes pode fazer o São Paulo voltar a ser diferente. Questionado sobre a possibilidade de ser criada uma dívida como a que o Palmeiras tem com o presidente Paulo Nobre, que gira em torno de R$ 100 milhões, o mecenas rechaçou o caminho - o dirigente também tem participação nos direitos econômicos de jogadores palmeirenses. O modelo de negócio do grupo são-paulino promete não ser igual ao de Nobre e de Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos que emprestou dinheiro ao clube.
– De maneira nenhuma queremos que isso aconteça. Nossos investimentos são bem mais modestos e, com os patrocínios que queremos trazer para o clube, podemos ajudar o São Paulo a sair dessa crise financeira.
Curiosamente, Pinotti "contratou" Centurión com pouco conhecimento sobre seu futebol. Diz ter visto um ou outro jogo completo do argentino de 22 anos recém-completados, além de vídeos na internet e informações de jornalistas do país. Porém, o dono do dinheiro garante que a ajuda ao São Paulo independe do fato de ele gostar ou não do jogador.
– Isso seria uma ingerência no departamento de futebol e, de jeito nenhum, queremos que isso aconteça. Há pessoas muito competentes ali, eles definiram que o jogador poderia ajudar e nós ajudamos o clube. A decisão técnica é deles – explicou.
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2015/02/empresario-que-pagou-por-centurion-planeja-longo-projeto-com-o-sao-paulo.html
- Diretoria do São Paulo negocia renovação de naming rights com a Mondelez
- Estafe de Bobadilla define possíveis destinos do jogador para 2027
- Desfalque importante: São Paulo não terá zagueiro titular contra o Corinthians
- Veja a tabela! São Paulo sofre derrota no final e se afasta da Libertadores

Notícias
São Paulo tem sete contratos acabando no fim de 2026
Lucas Moura revela que pensou em se aposentar e temeu ficar sem clube
Dívida do São Paulo ultrapassa R$ 1 bilhão e futuro presidente terá desafio milionário
Giro semanal: Saiba tudo o que rolou no São Paulo nos últimos dias
São Paulo vive marca negativa e vê Libertadores distante em 2027
São Paulo se prepara para clássico com desfalque na defesa
Lucas Moura reverte crise pessoal e se torna líder nos bastidores do São Paulo
São Paulo vence em Fortaleza e se aproxima da semifinal da Copa do Brasil Sub-20
São Paulo amarga revés no Bahia e situação de Cauly se complica com futuro incerto
São Paulo vence Ceará por 2 a 1 e fica a um empate da semifinal da Copa do Brasil Sub-20
Pelo menos fatura alto? São Paulo deve receber quase 15 milhões por shows do BTS
São Paulo x Corinthians: onde assistir, horário, escalações e desfalques do Majestoso
São Paulo se prepara para nova era com naming rights do Morumbi em jogo
Casares tenta barrar investigação milionária e caso ganha novo capítulo no STJ
São Paulo vai ao STF para tentar salvar patrocínio milionário da Superbet