Se for verdade o especulado teremos o maior contrato de material esportivo do Brasil com a Puma!

Se for verdade o especulado teremos o maior contrato de material esportivo do Brasil com a Puma!

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Quarta-feira, 03/09/2014 às 14:56 por Rodrigo Capelo
Ainda em segredo, São Paulo enrola Under Armour e opta por Puma
À procura de uma substituta para a Penalty, o São Paulo já tem praticamente definida quem será a fornecedora de materiais esportivos em 2015, e esta é a Puma. A marca alemã levou a melhor sobre a Under Armour, com quem o clube também negociava.

O contrato com a Penalty, válido até dezembro de 2015, deverá ser rescindido no início do ano que vem em comum acordo. Ainda não há nada assinado com a Puma, mas a empresa deve se tornar parceira do time paulista por cinco anos a partir de maio de 2015, início do Campeonato Brasileiro. Até lá, terá tempo para desenhar uniformes e estruturar produção e distribuição.

Valores ainda são imprecisos, mas o São Paulo vinha pedindo entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões, pouco acima do que paga a Penalty atualmente, e exigia um adiantamento de pelo menos um terço do contrato ainda em 2014, isto é, no mínimo R$ 5 milhões. Isso em dinheiro, sem contar com uniformes, verba de marketing e prêmios por títulos.

Por parte da Puma, participaram da negociação as operações brasileira, hoje comandada por Fabio Espejo, presidente desde agosto, e chilena. É de Santiago que o grupo administra a América Latina, sinal de que dinheiro estrangeiro deverá ser usado para pagar o São Paulo.

São Paulo nega
Apesar de estar praticamente acertado com a Puma, oficialmente o discurso do São Paulo é de que a Penalty deverá ficar até o fim do contrato, dezembro de 2015. Foi o que disseram ao blog Carlos Miguel Aidar, atual presidente, e Ruy Barbosa, diretor de marketing contratado pouco antes da Copa, dois dos dirigentes são-paulinos que participaram das tratativas.

“Você está me dando uma informação que não tenho. Há um processo em andamento, nós temos conversado com várias marcas, mas temos contrato com a Penalty até dezembro de 2015. Se ela tiver interesse, ela continua até lá”, respondeu Aidar.

“Não é verdade”, corrobora Barbosa. “Estamos, inclusive, fechando linhas da Penalty para lançar no fim do ano, uma camisa do Rogério Ceni. Tudo está andando tranquilamente com a Penalty. Hoje todas as especulações não têm fundamento. O São Paulo conversa com outras empresas para 2016, porque se não definirmos isso em 2014 não teremos tempo”.

Há boas razões para dirigentes são-paulinos ocultarem a decisão de trocar a Penalty pela Puma já a partir de maio de 2015. Em primeiro lugar, declarações públicas poderiam gerar algum desentendimento com a atual fornecedora, com quem ainda tem contrato vigente.

Em segundo, mais importante, um anúncio oficial faria encalhar as peças da Penalty que estão nas lojas, pois torcedores tendem a esperar pela coleção da futura fornecedora. Isso geraria prejuízos para a Penalty e para o próprio São Paulo, que recebe royalties sobre as vendas.

Under Armour fora de jogo
A fabricante começou a negociar com o São Paulo no primeiro trimestre deste ano, depois de ter anunciado oficialmente o início da operação no Brasil. A empresa americana, forte em esportes americanos, tem esboçado uma entrada no futebol. Na Europa, tem o inglês Tottenham. Na América Latina, o chileno Colo-Colo e o mexicano Toluca. No Brasil, ainda procura um grande clube para atrair a atenção dos consumidores enquanto começa a vender.

Após várias conversas com a diretoria são-paulina, a Under Armour concordou com valores e condições que Aidar impôs e fez uma proposta formal que expirava ao fim de agosto.

Mais interessado em fechar com a Puma, marca de maior tradição no futebol, o São Paulo enrolou executivos da Under Armour e não respondeu à proposta da empresa. A oferta, então, expirou, e a companhia americana, desiludida, decidiu tirar o time de campo.

Adidas?
Em todo o tempo em que o São Paulo negociou com fornecedoras de material esportivo para substituir a Penalty, a Adidas nunca foi opção. Procurado pela diretoria são-paulina, o grupo alemão, com Flamengo, Palmeiras, Fluminense, Sport e Botafogo-SP, respondeu “não, obrigado” desde o princípio. Não teria, de todo modo, condições de atender bem o clube.

Olha o como é o do flamengo !!

O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou por unanimidade na noite desta quarta-feira a assinatura do contrato de fornecimento de material esportivo pelos próximos dez anos com a Adidas. As passa a R$ 40,6 milhões do sexto ao décimo ano de contrato (não incluída a correção monetária) e pode crescer ainda mais dependendo do sucesso de vendas de produtos, uma das alterações obtidas pela nova diretoria do clube.
A taxa de início de parceria será paga da seguinte forma: R$ 13 milhões até 30 dias após a assinatura do contrato e R$ 25 milhões até 15 de fevereiro. Do primeiro ao quinto ano de contrato, o Flamengo receberá um pagamento fixo de R$ 12,5 milhões. Do sexto ao décimo ano, o montante passa para R$ 17,5 milhões. O valor pode crescer ainda mais de acordo com o desempenho da equipe de futebol profissional. No contrato entre Flamengo e Adidas existe uma tabela para classificar os resultados obtidos pela equipe. No caso de um desempenho excelente, haverá reajuste de 10% no valor, além da correção acumulada a cada ano de contrato pelo índice oficial IPC-FIPE, ou seja, o clube passará a receber, a partir do sexto ano, R$ 19,25 milhões (mais a correção).
Para ter seu desempenho classificado como excelente, o Flamengo terá de conquistar pelo menos dois títulos do Campeonato Brasileiro da Série A e um título da Copa Libertadores nos primeiros cinco anos de contrato. No caso de ter desempenho classificado como excelente em uma das competições e mediano (duas classificações para a Libertadores e um título do Brasileiro) na outra, o desempenho geral será classificado como mediano, e o reajuste passa a ser de 5%. Desempenho excelente em uma competição e fraco na outra não rende aumento, bem como no caso de desempenho geral fraco.
As , se superadas, garantem aos rubro-negros percentuais maiores.
Realizadas as modificações, a cada ano de contrato, se o valor das vendas líquidas (a receita descontando impostos de consumo ou indiretos, devoluções creditadas a terceiros clientes, dinheiro comum, descontos de vendas e comércio e subsídios, seguro e frete) de produtos do clube com a marca Adidas não ultrapassar R$ 127,5 milhões, o Flamengo receberá 10% de royalties, sendo o mínimo obrigatório de R$ 8 milhões. Se o valor das vendas líquidas for entre R$ 127,5 milhões e R$ 153 milhões, o clube passará a receber 12%. Ultrapassando os R$ 153 milhões, a fatia rubro-negra sobe para 14%. Os pagamentos desses montantes serão feitos nos dias 1 de abril e de outubro de cada ano, sendo 50% do valor em cada data. Para produtos do clube sem a marca Adidas, o percentual da proposta original foi mantido e não obedece à tabela de metas: 4%.
Na proposta original da Adidas, o clube receberia as seguintes premiações por títulos: Carioca, R$ 200 mil; Copa do Brasil, R$ 200 mil; Copa Sul-Americana, R$ 200 mil; Brasileiro Série A, R$ 750 mil; Copa Libertadores, R$ 750 mil; Mundial da Fifa, R$ 800 mil. Após as negociações com a nova diretoria rubro-negra, os números engordaram.
presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
Novo presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello será o gestor da nova parceria do clube pelos próximos três anos (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)
Do primeiro ao quinto ano de contrato, o Carioca passou a valer R$ 250 mil; Copa do Brasil, R$ 300 mil; Copa Sul-Americana, R$ 400 mil; Brasileiro Série A, R$ 1 milhão; Copa Libertadores, R$ 1,5 milhão; e Mundial da Fifa, R$ 800 mil. Do sexto ao décimo ano de contrato, os valores são ainda mais vultosos: Carioca, R$ 300 mil; Copa do Brasil, R$ 380 mil; Copa Sul-Americana, R$ 500 mil; Brasileiro da Série A, R$ 1,3 milhão; Copa Libertadores, R$ 2 milhões; e Mundial da Fifa, 800 mil. Curiosamente, a única premiação que não recebeu reajuste e ficou em menos da metade da Libertadores foi o Mundial da Fifa, que permaneceu com o valor da proposta original.
Outro ponto importante do contrato são as regras para entrega de material. A Adidas se compromete a despender R$ 1,5 milhão por ano a título de verba de marketing, de acordo com o planejamento da empresa. Serão entregues de 90 a 110 mil peças por ano de contrato, limitadas ao valor global de varejo máximo de R$ 9,8 milhões. A Adidas tem obrigação de fornecer o mínimo de 90 mil peças, ainda que o valor ultrapasse esse montante.
O contrato determina que clube e empresa deverão se reunir sete meses antes de cada temporada para determinar quantidade e tamanhos dos produtos solicitados. O pedido de produtos com a marca Adidas fabricados no exterior terá de ser feito com sete meses de antecedência. Produtos fabricados no Brasil têm de ser solicitados com 120 dias de prazo para a entrega. Até nove meses antes do lançamento dos uniformes, o clube deve notificar a Adidas por escrito de quaisquer a linha comercial seja lançada simultaneamente no mercado brasileiro e internacional, com a mesma aparência.
Para uniforme do time e vestuário de treino, se os prazos não forem cumpridos, a Adidas produzirá os uniformes sem quaisquer logos de patrocinadores. Para a linha comercial, se o clube fizer qualquer serão de responsabilidade do Flamengo. A Adidas Brasil pode colocar as camisas com as alterações no mercado em 120 dias após o envio da arte pelo clube ou nove meses para o mercado internacional.
Na questão de limitação de patrocínios, o contrato prevê um modelo de exceção para 2013, mas, a partir de janeiro de 2014, a Adidas não permitirá que o clube exiba mais de duas marcas no uniforme, além da logo do Unicef, parceiro rubro-negro. O novo acordo permitirá a permanência dos patrocinadores atuais TIM e Cosan, com os quais o Flamengo tem contrato em vigor. Para novos acordos, terão de ser seguidas as normas do contrato com a Adidas. Pelas regras da empresa alemã, o patrocinador principal do Flamengo deve assinar contrato de vigência mínima de dois anos. Em 2013, serão permitidos até cinco patrocinadores e oito logotipos no uniforme. Só é permitida a assinatura de patrocínios secundários até o fim de 2013. A partir de janeiro de 2014, o Flamengo passa a ter o limite de dois patrocinadores e quatro logotipos a serem exibidos no uniforme.

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