O tempo parou no São Paulo. O vexame em Bragança Paulista tem a marca registrada de Juvenal Juvêncio
Publicado em 19/01/2014 às 22h32
O tempo parou no São Paulo. O vexame em Bragança Paulista tem a marca registrada de Juvenal Juvêncio. O presidente que está fazendo tudo para sair pela porta dos fundos do Morumbi…
É covardia culpar Rogério Ceni.
O São Paulo começa 2014 perdendo para ele mesmo.
A vitória do Bragantino reflete um clube parado no tempo.
Com uma filosofia arrogante, prepotente, ultrapassada.
Presa nomes de jogadores e não o que mostram em campo.
Capaz de abrir mão do efetivo Aloísio.
Só para prejudicar o velho ídolo Luís Fabiano.
Fingir não entender que Jadson não combina com Ganso.
E que Ney Franco, Paulo Autuori e Muricy Ramalho sabem que é um ou outro.
Um jogador de toques curtos, rápido, não rende ao lado de um mais lento, técnico.
A incompatibilidade só aconteceu porque foi Juvenal Juvêncio quem escolheu os dois.
Muricy não deixou Jadson em ficar no banco hoje.
Mas Ganso estava em outro dia sonado.
A maior aposta do presidente está sendo um fracasso.
Juvenal também fez questão de escolher Luís Fabiano.
Também não quis fazer dinheiro com Osvaldo.
Não quis gastar na contratação de um grande zagueiro.
Nem um volante talentoso.
Se dispôs a investir em dois laterais: Luís Ricardo e Álvaro Pereira.
No mais, disse a Muricy Ramalho que não iria gastar.
O time não conseguiu vaga para a Libertadores.
E ele tem de conseguir aprovar a cobertura do Morumbi.
Para garantir a sua sucessão, colocando Carlos Miguel Aidar no seu lugar.
Mas o presidente deveria ouvir seu próprio treinador.
"Esses estaduais não valem para quem ganha.
Para quem perde valem muito."
Ou seja, não conseguir o título é certeza de problemas.
De falta de tranquilidade para trabalhar.
Pressão, cobrança, irritação interna e externa.
Torcedor, conselheiros e mesmo imprensa não querem saber.
Não importa a falta de uma pré-temporada digna.
Da falta de dinheiro para investimentos.
Do medo de Juvenal em admitir que erro em repatriar Luís Fabiano.
Em comprar Jadson e há anos não conseguir ter um zagueiro confiável.
Assim como um volante talentoso.
O São Paulo foi derrotado para o Bragantino por 2 a 0.
Com direito a vaias e gritos de olé da torcida adversária.
Logo na estreia do Campeonato Paulista um novo vexame.
Jogo escolhido para a televisão aberta mostrar.
Ducha de água fria maior impossível.
O time de Muricy voltou a mostrar os mesmos erros de 2013.
Uma equipe insegura.
Sem poder de marcação.
E que depende de Ganso para respirar.
Se ele está bem vigiado, o ataque do São Paulo morre.
Principalmente Luís Fabiano.
É inacreditável o medo de todos no Morumbi do jogador.
Em novembro ele completará 34 anos.
Está visivelmente com problemas físicos.
Não tem mais o mesmo arranque.
Zagueiros medíocres o dominam com a maior facilidade.
Chega a ser constrangedor.
Mesmo assim ele continua querendo que o time jogue para ele.
Exige passes e cruzamentos que não consegue chegar.
Atrapalha demais ataques são paulinos.
Ademílson não pode pegar na bola e o veterano grita.
Exige ser acionado.
Não deixa o jovem companheiro sequer pensar.
Muricy precisa ter coragem e parar de proteger o ídolo do passado.
Ele tem complicado seriamente o São Paulo.
Com Maicon, Wellington e Denílson seu time não vai a lugar algum.
Volantes meramente esforçados.
Com enormes dificuldades em sair jogando.
Não conseguem levantar a cabeça com a bola dominada.
Ficam felizes da vida ao acertar um passe de dois metros para o Ganso.
E depois vão tratar da vida.
Têm sido figuras nulas na marcação e, principalmente, no ataque.
Paulo Miranda não é mais titular, como queria Juvenal.
Mas bastaram Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Denílson.
O trio foi assustador.
Lento nos previsíveis contragolpes do Bragantino.
Confuso, chegando com atraso em bolas fundamentais.
Foi uma tortura para Rogério Ceni ter os três à sua frente.
O jovem Rodrigo Caio precisa ser preservado.
Ou a jovem revelação do São Paulo vai ser perder.
Prejudicado com as insegurança dos companheiros.
É uma falta de rumo impressionante da diretoria.
E que recai sobre a equipe.
A derrota de hoje serve como alerta.
O clube teve de lutar contra a ameaça do rebaixamento no Brasileiro.
Fracassou absolutamente em todos torneios oficiais que disputou.
Mesmo assim o elenco foi mantido.
O melhor até enfraquecido com a saída de Aloísio.
Querer colocar a culpa nos gols do Bragantino em Ceni é covardia.
O culpado é bem outro.
E que finalmente está para entregar seu cargo.
Da maneira mais constrangedora possível.
O homem que iria merecer uma estátua no clube.
Desde que se contentasse com o que seria justo.
Dois mandatos.
Mas não resistiu à tentação e ficou mais um.
Deu a interpretação distorcida que quis.
Foi o pior que poderia ter acontecido com o São Paulo.
E com sua biografia.
Acabou a idolatria.
Se cercou de membros das organizadas para evitar vaias, questionamentos.
Seus próprios parceiros de diretoria já perceberam.
O presidente perdeu o rumo no final de sua trajetória no Morumbi.
Os reflexos são constrangedores.
Quem viu a partida de Bragança Paulista ficou com a clara convicção.
O calendário não mudou.
Para o São Paulo de Juvenal Juvêncio ainda é 2013.
As vaias, os gritos de olé em Bragança não deixam dúvida alguma.
O tempo parou no Morumbi...
http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/
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