Rogério Ceni Quer Mandar Mais que o Treinador e também é parceiro da Atual Gestão de Juvenal
Um mês após ser demitido do São Paulo, Ney Franco resolveu falar. Ouviu, calado, várias críticas feitas por Rogério Ceni, ídolo da torcida, logo após a sua demissão. Em uma delas, o goleiro diz que o legado deixado pelo treinador foi “zero”. O arqueiro foi o principal alvo do comandante, que o acusa de ter extrapolado os limites fora de campo e minado contratações que não o agradem, como as de Paulo Henrique Ganso e Lúcio.
Em entrevista ao jornal O Globo, Ney Franco afirmou que Ceni não teve a postura de capitão que esperava. A relação entre eles começou a ficar ruim durante um jogo pela Copa Sul-Americana entre São Paulo e LDU de Loja, do Equador, em outubro de 2012. Na partida, o goleiro reprovou uma substituição feita pelo treinador, que colocou Willian José, enquanto o arqueiro pedia insistentemente pela entrada de Cícero. Após o jogo, Ney foi firme e reprovou a atitude. O fato, segundo o comandante, ainda deve incomodar o camisa 1.
- Talvez pelo problema que tivemos. Não sei se ele leva isso até hoje. O tempo dirá quem está certo. Fechamos bem o ano (2012), ele na dele, e eu fazendo o meu trabalho com respeito. Só que, a cada turbulência, esse assunto voltava. Não sei se ainda mexia com ele – disse o treinador.
Se está bom para o Rogério, este profissional vai bem. Se não, se chega um profissional que ele não concorda, a tendência é ser minado"
Ney Franco
De acordo com Ney Franco, o goleiro é procurado pelas correntes políticas dentro do São Paulo e tem apoio valioso no quadro eleitoral. A importância do atleta ultrapassaria os limites do campo, onde é idolatrado pelos torcedores. Ciente de sua força, Rogério Ceni queimaria os jogadores recém-contratados que não o agradassem e criaria um clima insustentável para eles.
- Em 2013, não tive nele o capitão de que precisava. Havia a preocupação de quebrar marcas individuais. Até em contratações: se chega um nome que é do interesse dele, ele fica na dele; se não é, reclama nos corredores. E isso chega aos contratados, como Ganso, Lúcio. E eu, como técnico, ficava no meio disso. Ganso chegou num ambiente... Percebeu claramente as coisas. Chegou ao ouvido dele. Havia uma fritura por trás e pode atrapalhar. Nos corredores, era o que se escutava, que quando Ganso jogava o time tinha um jogador a menos.
Incomodado com a frase “legado zero” dita por Rogério Ceni em relação a seu trabalho, Ney Franco citou o título da copa Sul-Americana de 2012, inédito no clube, para se defender. Além disso, afirmou que alguns jogadores hoje importantes na equipe cresceram com o seu trabalho.
- Se está bom para o Rogério, este profissional vai bem. Se não, se chega um profissional que ele não concorda, a tendência é ser minado. E nos dois últimos meses de trabalho eu sabia que havia interesse de parte do grupo na minha saída. Depois, Rogério disse que meu legado no clube foi zero. Antes de trabalhar no São Paulo, vários jogadores da base do clube se valorizaram comigo na seleção. Quando cheguei, Jádson e Osvaldo cresceram. O Lucas teve um boom e foi negociado. E subi jogadores. Além de termos ganho a Copa Sul-Americana no fim de 2012.
Sem clima com Milton Cruz
Por fim, Ney Franco também revelou que jamais teve respaldo de Milton Cruz, auxiliar técnico permanente da comissão são-paulina, o que fez com que o trabalho do seu auxiliar direto, Éder Bastos, fosse queimado no Morumbi. E acrescentou que foi informado que Milton chegou a ligar para outro treinador quando ele ainda trabalhava lá.
- Ele é muito ligado ao clube. Em qualquer problema que envolva alguém que tenha poder de convencimento no São Paulo, ficará deste lado. Antes da minha queda, me foi dito que ele já tinha ligado para outro treinador. Fico à vontade para falar, porque não tive qualquer problema direto com ele. No primeiro treino, eu e meu auxiliar (Éder Bastos) o chamamos para o campo. Ele não quis. Não o afastamos. Meu auxiliar foi massacrado. Ele trabalha muito e, pela primeira vez, vi um profissional ser penalizado por trabalhar muito. Se ele tirou espaço de outro, é porque este profissional não ocupou um espaço.
Sem clube, o treinador afirmou ter sido procurado pelo Fluminense, que contratou Vanderlei Luxemburgo, e disse aguardar um telefonema de alguma equipe de ponta no Brasil para voltar a trabalhar.
- Eu tenho conquistas, não é um momento ruim que vai apagar tudo o que já fiz. Agora quero ver jogos, repensar, ver o que deu certo no São Paulo e o que não deu. E não vou ficar me culpando por tudo. Espero pegar um time de Série A que possa ganhar a Copa do Brasil ou o Brasileiro, embora, em tese, quem trocar de técnico no Brasileiro será por estar embaixo na tabela.
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