Fabrício revela mágoa com Ney Franco e dispara: 'Não gosto dele'.
O volante Fabrício foge ao comportamento comum do restante dos jogadores de futebol. Na frente das câmeras e dos microfones, não poupa palavras para criticar os outros e até a si mesmo. Reintegrado pelo técnico Paulo Autuori após ter sido afastado por Ney Franco, o atleta comemora o reinício no Tricolor com a boa atuação no clássico contra a Travecada e diz que nunca pensou em deixar o clube do Morumbi.
- Sempre passou na minha cabeça ficar aqui. Até porque você está no São Paulo, não tem para onde ir mais no Brasil, está entre os tops. A gente estudou com tranquilidade propostas de alguns clubes e é lógico que se não houvesse mudança, teria que tomar um novo rumo. Mas no dia do meu aniversário, 5 de julho, recebi um presente, que infelizmente não foi bom para o treinador, mas para mim foi. Renovou minhas esperanças e na outra semana já fui reintegrado com o Paulo (Autuori). Aí a motivação foi lá em cima - afirmou, antes de embarcar com a delegação rumo a Munique, onde a equipe enfrentará o Bayern de Munique (ALE), na quarta-feira, pela Copa Audi.
Perguntado se guarda mágoas do ex-treinador que o colocou na geladeira, o volante novamente abusa da sincerade e não nega que tinha má relação com o antecedente de Autuori no comando do time.
- Ahh lógico, assim como ele não gosta de mim eu também não gosto dele - disparou.
Na partida contra o Botafogo-SP pelo Campeonato Paulista, Fabrício foi substituído por Ney Franco e, ao sair do gramado, claramente não gostou da alteração promovida pelo treinador. O afastamento, porém, se daria apenas depois da eliminação da equipe na Copa Libertadores, quando mais seis jogadores integraram a lista de encostados. A respeito do episódio pelo Paulistão, Fabrício admite ter ficado insatisfeito, mas afirma não ter sido indisciplinado com Ney.
- A gente tem que ter diálogo, não existe um treinador não ter diálogo com o atleta. Gosto que o treinador tenha liberdade mas também gosto de ter a liberdade de me expressar. Comigo não adianta falar "vai lá e faz isso". Tem que ter um porque, argumentos, discutir. Realmente naquele jogo falei isso, na minha opinião era algo que eu precisava, jogar mais. Ele não deve ter gostado, mas depois do jogo ele perguntou se tinha algum problema, eu disse que não. Mas teve né (risos) - completou.
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