Discípulos de Telê, Muricy e Aguirre tentam honrar a memória do mestre.

Discípulos de Telê, Muricy e Aguirre tentam honrar a memória do mestre.

ÁRABES

Técnicos de Santos e Peñarol foram pupilos do ex-treinador do São Paulo e da Seleção. Agora, em lados opostos, lutam pelo título da Libertadores.

O confronto histórico entre Santos e Peñarol, na próxima quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no Pacaembu, pela final da Taça Libertadores, colocará frente a frente dois técnicos que têm em comum o mesmo mentor. Muricy Ramalho, comandante do Peixe, e Diego Aguirre, treinador da equipe carbonera, são discípulos de Telê Santana. Ambos tentam levar seus times ao posto mais alto da América para honrar a memória do mestre, morto em 2006, e que conquistou a competição duas vezes: em 1992 e 1993, ambas pelo São Paulo.

Muricy, 55 anos, foi auxiliar de Telê no São Paulo, entre 1994 e 1996. É daqueles que se refere ao ex-treinador como mestre. Já Diego Aguirre, dez anos mais jovem, jogou no São Paulo por alguns meses em 1990. Aproveitou o período para fazer um estágio, ainda como jogador, já pensando no futuro.

O confronto histórico entre Santos e Peñarol, na próxima quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no Pacaembu, pela final da Taça Libertadores, colocará frente a frente dois técnicos que têm em comum o mesmo mentor. Muricy Ramalho, comandante do Peixe, e Diego Aguirre, treinador da equipe carbonera, são discípulos de Telê Santana. Ambos tentam levar seus times ao posto mais alto da América para honrar a memória do mestre, morto em 2006, e que conquistou a competição duas vezes: em 1992 e 1993, ambas pelo São Paulo.

Muricy, 55 anos, foi auxiliar de Telê no São Paulo, entre 1994 e 1996. É daqueles que se refere ao ex-treinador como mestre. Já Diego Aguirre, dez anos mais jovem, jogou no São Paulo por alguns meses em 1990. Aproveitou o período para fazer um estágio, ainda como jogador, já pensando no futuro.
Em conversa com o Globoesporte.com, na última quinta-feira, dia seguinte ao empate em 0 a 0 com o Santos, em Montevidéu, no primeiro jogo da decisão, Aguirre falou com saudade de Telê. Diz que aprendeu muito com o mestre. Não apenas sobre questões técnicas e táticas.

- Também aprendi muito como pessoa. O Telê era um ser humano fantástico, que sempre tinha uma palavra certa, uma orientação a passar. Cuidava dos seus jogadores em todos os aspectos - conta Aguirre.

O técnico do Peñarol diz que não lembra de uma lição específica de Telê. Mas tem muitas recordações sobre o modo como o mestre idealizava o futebol.

- Ele sempre gostou do futebol bem jogado, do toque de bola. Não admitia jogador errar passe. Era muito rígido com relação a isso, com razão, evidentemente - comenta o treinador, lembrando que também aprendeu muito com Abel Braga, com quem trabalhou no Inter, nos anos 80.
Telê foi um ser humano fantástico"
Diego Aguirre, técnico do Peñarol

Muricy lembra dos tempos em que Aguirre trabalhou no São Paulo. Na ocasião, o atual técnico santista já havia pendurado as chuteiras e ainda não havia iniciado seu trabalho como técnico, mas mantinha amigos no Tricolor e frequentava o Morumbi.

- Fico feliz por saber que ele fala coisas boas sobre o Telê. Aliás, não é surpresa, né? Todo mundo que trabalhou com Telê só guarda ótimas lembranças. Para mim, ele significou demais. Foi como um pai, um professor mesmo - diz Muricy.

O técnico santista afirma que uma das lições que aprendeu com Telê foi bem dura: a de como o futebol desgasta o treinador.

- Eu vi o seu Telê ficar doente por causa do futebol. Ele vivia aquilo intensamente. É algo estressante demais. A cobrança é desumana e o profissional sofre. Por isso, hoje eu procuro descansar bem no fim das temporadas, tento relaxar, faço meus exames regularmente. Tudo isso porque sei que o futebol é duro com quem trabalha sério.
iego Aguirre admira o trabalho do colega Muricy Ramalho. Vai na contramão da diretoria do Peñarol, que apresentou queixa à Conmebol contra as reclamações que o treinador santista fez à arbitragem de Carlos Amarilla, depois do jogo de ida, em Montevidéu.

- Eu não acompanho seu trabalho de perto, claro, mas tenho visto alguns jogos de seus times nos últimos tempos. Ele tem conquistado títulos. Seus times são sempre muito sólidos e difíceis de serem vencidos. Sem dúvida é um grande técnico - comenta.

Muricy, por sua vez, cumprimenta Aguirre pela campanha na Libertadores e pelo modo de jogar da equipe uruguaia.

- Você vê logo que é um time bem estruturado, bem dirigido, com um sistema definido, os jogadores sabendo o que tem de fazer. O Aguirre está de parabéns.

Agora, é esperar qual dos discípulos de Telê levará a melhor na quarta-feira.

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