Juvenal Juvêncio – a voz da soberba...
O presidente é Juvenal Juvêncio, que depois do fracasso do time na Copa Libertadores convocou uma entrevista e nela apontou os culpados pela queda: sete jogadores, nenhum dos quais era titular da equipe, dois deles ainda garotos recém-saídos da base do clube. A exposição desses atletas da forma e no momento em que foi feita tratou-se, antes de tudo, de um ato desumano, cruel e gratuito. Oficialmente, é claro, em momento algum a culpa pelo fracasso coletivo foi atribuída a eles, mas essa é a leitura feita por todos, inclusive pela imprensa que deixou bem clara essa visão já nos títulos da matéria a respeito.
O presidente do São Paulo não limitou sua participação a esse ato, foi além. Voltou a dizer, em alto e bom som, que é o maior dirigente que o clube já teve e, referindo-se a si próprio na terceira pessoa, disse “O Juvenal vai embora, será lamentável e o clube vai perder muito”. Bom, é hora de recorrer a famoso bordão cômico: Há controvérsia.
Hoje, felizmente, não mais existe o abominável passe, mas os direitos federativos dos atletas são parte do patrimônio dos clubes (enquanto os contratos estão em vigor, claro). A exposição humilhante, cruel e desnecessária dos sete atletas serviu, entre outros nada nobres resultados, para desvalorizá-los. O que, em última análise, afeta o patrimônio do clube.
Essa postura do presidente do clube tido como modelo em todos os sentidos até poucos anos pouco mais de quatro anos atrás, foi antecipada por sua saída do Estádio Independência logo depois do quarto gol do Atlético Mineiro, fuga que teve seu corolário no retorno a São Paulo, longe, muito longe de seu time, de seus jogadores, de sua delegação. Contrariando totalmente um dos mais simples princípios de comando e liderança: o verdadeiro líder, o bom comandante, está sempre presente, principalmente nos momentos ruins. Nos momentos bons a presença de chefes é dispensável.
Por último, mas não menos significativo, Juvêncio disse que não errou, não tem culpa pela campanha do time. Disse isso com todas as letras. Se o clube fosse democrático e a gestão idem, com participação de mais pessoas nas tomadas de decisão, já seria um absurdo tal afirmação. No caso do presidente tricolor ela chega a ser divertida ou, quem sabe, dotada de ironia tão profunda que não consegue ser captada. Porque, como é sabido e como já foi dito por ele mesmo, as decisões são tomadas por ele. Mesmo quando diretor de futebol Juvenal Juvêncio negociava e contratava sem dar conhecimento aos seus pares de diretoria e ao presidente. Depois de eleito presidente não só não mudou seu comportamento, como intensificou-o. Na verdade, só Milton Cruz participa de suas decisões sobre jogadores.
Uma entrevista histórica e para entrar nos programas de formação de gestores de futebol, como lição perfeita e acabada de como não se comportar e do que não fazer.
O presidente é Juvenal Juvêncio, que depois do fracasso do time na Copa Libertadores convocou uma entrevista e nela apontou os culpados pela queda: sete jogadores, nenhum dos quais era titular da equipe, dois deles ainda garotos recém-saídos da base do clube. A exposição desses atletas da forma e no momento em que foi feita tratou-se, antes de tudo, de um ato desumano, cruel e gratuito. Oficialmente, é claro, em momento algum a culpa pelo fracasso coletivo foi atribuída a eles, mas essa é a leitura feita por todos, inclusive pela imprensa que deixou bem clara essa visão já nos títulos da matéria a respeito.
O presidente do São Paulo não limitou sua participação a esse ato, foi além. Voltou a dizer, em alto e bom som, que é o maior dirigente que o clube já teve e, referindo-se a si próprio na terceira pessoa, disse “O Juvenal vai embora, será lamentável e o clube vai perder muito”. Bom, é hora de recorrer a famoso bordão cômico: Há controvérsia.
Hoje, felizmente, não mais existe o abominável passe, mas os direitos federativos dos atletas são parte do patrimônio dos clubes (enquanto os contratos estão em vigor, claro). A exposição humilhante, cruel e desnecessária dos sete atletas serviu, entre outros nada nobres resultados, para desvalorizá-los. O que, em última análise, afeta o patrimônio do clube.
Essa postura do presidente do clube tido como modelo em todos os sentidos até poucos anos pouco mais de quatro anos atrás, foi antecipada por sua saída do Estádio Independência logo depois do quarto gol do Atlético Mineiro, fuga que teve seu corolário no retorno a São Paulo, longe, muito longe de seu time, de seus jogadores, de sua delegação. Contrariando totalmente um dos mais simples princípios de comando e liderança: o verdadeiro líder, o bom comandante, está sempre presente, principalmente nos momentos ruins. Nos momentos bons a presença de chefes é dispensável.
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