Sorte de vencedor x Azar de perdedor. Por que existe?
É uma situação que existe no futebol à muito tempo. Sorte de vencedor, azar de perdedor. Sorte de campeão, azar de rebaixado. Mas tudo tem explicação.
A sorte do vencedor existe quando se tem um time equilibrado, entrosado, sem deficiências. Até a arbitragem fica a favor, porque o time é mais respeitado e os jogadores jogam mais tranquilos sem reclamarem muito com os árbitros (que são humanos). É aquele time que sofre pressão, mas não toma gol pelo conjunto bem formado. Mas em uma única bola atinge o adversário em cheio. Isso é sorte? Pode ser, mas sorte acompanha somente os que erram menos e acertam mais.
O azar do perdedor existe quando se tem um time com algumas deficiências, algumas peças que não funcionam como deveriam. O azar ocorre para o time que joga bem, mas não está pronto, não é consistente, não é totalmente confiável. Quando isto ocorre, os jogadores jogam nervosos, inseguros. O time típico que pressiona, marca, joga bem, a bola não entra, não vence, porque não está totalmente formado. O azar está ao lado de quem erra mais.
Qual é o segredo para um time transformar o azar em sorte? A receita é tempo e aprimoramento reconhecendo as nossas deficiências. Devem-se reforçar os setores que todos reconhecem (torcida, comissão técnica e diretoria), na lateral direita, zaga, meio e ataque. São quatro contratações, já que estamos com uma situação financeira boa de acordo com o balanço de 2012.
Temos uma dupla de zaga sólida e confiável? Não, porque o Lúcio nunca passou confiança e o Toloi está jogando do lado errado. O Toloi é o nosso melhor zagueiro e joga fora de posição, isso é um absurdo.
Temos uma dupla de volantes sólida e confiável? Não, porque o Denílson joga sem saber se ficará e o Wellington necessita de experiência para os momentos decisivos (tem somente 22 anos).
Um time campeão se constrói a partir de uma defesa que impõe respeito. Isso passa por quatro jogadores principalmente que são os dois zagueiros e os dois volantes.
Nesta Libertadores a equipe tem mostrado uma ingenuidade impressionante em gols muito bobos, lances de inocência pura. Ontem, por exemplo, sofremos nas cobranças de lateral no primeiro tempo. O gol do Gaúcho foi de uma facilidade incrível, cabeceou sozinho, a bola veio lentamente para o gol, todos ficaram olhando e passou em frente ao Rhodolfo que não teve reação alguma de zagueiro.
O time do Atlético é bom? Sim. Mas com dez, nós não notamos duas linhas compactas de quatro jogadores para apertar o toque de bola dos caras. Cadê o cara de linha, líder, para organizar isso durante o jogo. Amigos, com 1x0 na mão aquele primeiro tempo deveria ter acabado sem sustos. Até o Atlético não sabia o que fazer no jogo, com um homem a mais no primeiro tempo.
E outra, cansei da ausência do Luis Fabiano. Os jogadores com mais bagagem do elenco têm sido os mais juvenis nos momentos que mais importam. Tomara que ele cale a minha boca lá em Minas ou no Domingo, mas até agora tem sido difícil tolerar tantas ausências decisivas.
O nosso time tem um potencial muito grande de crescimento, mas ainda está cru em matéria defensiva. Nas jogadas de ataque temos um volume bom, com qualidade. Porém, não vejo no São Paulo, por exemplo, jogadas perigosas de bola parada com jogadas aéreas quando temos faltas, escanteios. Tudo isso mostra que não temos um time exatamente pronto. A vontade e a garra tem se sobressaído à técnica muitas vezes, escondendo os nossos problemas.
Acredito que possamos passar sim por Patético e Travecos, pela qualidade individual dos nossos jogadores e a garra. Em matéria de conjunto e jogo estamos atrás desses dois times. Se não vencermos, vamos corrigir esses erros e ganhar o Brasileirão para estarmos prontos em 2014. O primeiro ano de retorno à Libertadores é sempre difícil. O time vem crescendo o futebol pouco a pouco juntamente ao trabalho do técnico. Os ajustes ocorrem naturalmente no decorrer do desenvolvimento de uma equipe.
Abs.
Peixoto.
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