Clube da Fé
O time que já fez a moeda cair de pé precisava de um verdadeiro milagre para se classificar, pelo menos era isso o que todos diziam. Muitos já davam a eliminação como favas contadas, só esqueceram que do outro lado tinha um time com grande tradição no torneio.
Certamente esse dia ficará marcado na memória por um bom tempo e sempre terá um lugar cativo nas saudades do torcedor. O dia seguinte é aquele que o torcedor vai acordar ler o jornal com gosto, ver todos os programas esportivos, ler todos os sites, ver e rever os gols sem medo de ser feliz. Fora os desabafos modernos nas redes sociais e diversos lugares que já foram feito.
Da ansiedade do começo do dia a extrema satisfação no final, com boas doses de adrenalina no meio. Não existe um são paulino sequer que não tenha por esse redemoinho de emoções durante esta marcante quarta-feira 18 de abril de 2013.
Se a classificação parecia garantida e era obrigatória no começo do ano, as circunstâncias que já sabemos de cor e salteado deram dramaticidade ao jogo mais importante do ano até aqui.
Os radinhos por todos os lados e as caras que não escondiam o nervosismo que estava por vir.
Um Morumbi lotado com mais de 50 mil torcedores mostrou por que o São Paulo é conhecido como o time da fé. Eu acredito, era o sentimento dividido por todos.
Ai o São Paulo entrou em campo, deixou a soberba de lado, jogou bola, correu deu carrinho, confirmou o que o Palmeiras nos provou a uma semana atrás, que futebol se ganha com raça, com garra. Técnica sem garra num ganha jogo, garra sem técnica ganha campeonato.
Em um jogo que ditou o ritmo mesmo num tendo muitos lances agudos, a vontade sobressaiu e o Tricolor saiu vitorioso por 2 a 0.
Ronaldinho como um maestro refletiu a imagem do time, mal tocou na bola e pouco fez. Ao contrário de Ganso que se esforçou, se superou e fez um grande jogo.
Agora os times se enfrentam nas oitavas em dois jogos que prometem.
Resta ao time do Morumbi jogar o favoritismo pra lá, jogar bola como tem que ser e num achar que basta entrar em campo para ganhar.
Que continue a entrega, a solidariedade, a raça, a garra, e vá embora de uma vez por todas essa soberba que tem sido a maior inimiga do São Paulo neste ano, que o susto tenha servido para acordar.
Com minhas sinceras desculpas pelo fanatismo, mais aqui é São Paulo.
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