Podemos manter o esquema atual, mas é preciso pressionar a saída de bola. Por Airnani
A grande diferença do sucesso do esquema atual no ano passado, e do início desse ano, é a a mudança de postura, e não só a saída de Lucas.
No ano passado, pressionavamos a saída de bola do adversário, com Lucas não deixando o lateral esquerdo sair jogando fácil, Osvaldo pressionando o Lateral direito, Luis Fabiano marcando o passe dos zagueiros para os volantes.
Jadson fazendo o primeiro volante receber a bola de costas, assim como Welligton ou Denilson, revezendo para fazer o mesmo com o segundo volante e meia armador.
Jogamos assim contra o Bolivar nas duas partidas. No primeiro jogo, sufocamos o adversário, que certamente tem seus zagueiros, volantes e laterais tecnicamente inferiores ao nosso. Não os deixamos respirar.
No segundo jogo fizemos o mesmo, mas esse esquema cansa mais, e jogando na altitude, cansamos no segundo tempo, permitindo a reação.
Talvez por esse segundo jogo, o time e o técnico decidiram mudar a postura do time, muito criticada por cair de produção no segundo tempo.
Talvez, deveriamos pressionar o adversário até fazer o primeiro gol, para que depois, ter mais tranquilidade, e tocar mais a bola, e explorar contra-ataques com Osvaldo.
No segundo tempo, podemos substituir os jogadores cansados, ou mudamos o esquema, jogando com duas linhas de quatro, e Osvado aberto em uma das pontas para puxar o contra-ataque, e Luis Fabiano, para segurar a bola ou dominar quando o time precise dar chutões (isso ele faz com maestria).
O fato é que não podemos deixar o goleiro, como ocorreu no jogo com o Arsenal, soltar a bola no chão, e ficar esperando algum jogador do São Paulo se aproximar para depois chutar a bola. Nesse tipo de lance, o time adversário descansava, respirava.
Jogando em casa, não podemos deixar nenhum time respirar. Temos que induzi-los ao erro, seja em passe mal feito pelos zagueiros, volantes e laterais. Com isso com o time bem postado e no campo adversário, um passe de Jadson ou Ganso, coloca Luis Fabiano na cara do gol.
Luis Fabiano, quando o time joga desta maneira cresce muito. Pois ninguém consegue acompanhar Osvaldo na corrida. Nem os zagueiros e muito menos Luis Fabiano. Osvaldo geralmente tenta chutar a gol, depois de uma jogada individual, porque é rápido demais, e não dá tempo para os outros jogadores do time chegar.
Com um time roubado a bola no campo adversário, e com o time bem postado e "inteiro" no campo adversário, facilita o cruzamento dos laterais. Quando o time joga na velocidade, os laterais quando cruzam tem apenas duas opções: Cruzar no meio para Luis Fabiano (com 2 zagueiros e um volantes o marcando), ou no segundo pau, para os atacantes/meias que jogam aberto. Isso facilita para o goleiro adversário, que não precisa de preocupar com o primeiro poste, e desta forma, tem mais segurança para sair da meta para cortar os cruzamentos.
Não sei se é Lucio que por não ter mais o físico de antes, e para pegar o famoso "atalho", quando o time perde a bola, recua para intermediária, para não receber bolas nas costas. Ele comanda a linha de zagueiros.
Pois ano passado, Toloi e Rhodolfo estavam jogando mais avançados, empurrando o nosso time e o time adversário para seu campo, mesmo quando perdiamos a bola.
A explicação para não se expor jogando dessa forma, mesmo sabendo que pode tomar uma bola nas costas, é que se os meias e atacantes e volantes não deixarem os jogadores adversários "virarem", ou seja, receberem a bola de costas e olhar para frente com a bola dominada, dificilmente acertarão um lançamento longo e preciso para o atacante.
Entretanto, se recuamos a zaga, deixamos muito espaço no meio campo, para que os meias, façam um dois nos volantes, e consigam "enxergar" e lançar de frente.
Não sei se por ser início de temporada, talvez o time tenha pedido para Ney não jogar dessa forma, pois não tem folego no segundo tempo. Mas, se isso estiver acontecendo, temos que formar duas linhas de quatro (assim como fazem todos os times que jogam fora de casa na Libertadores, e como o Milan ganhou do Barcelona), dificultando tanto as jogadas pelo meio, quanto pelas pontas. Pois sempre tem 2 jogadores em cada faixa do campo, um para dar combate e o outro na cobertura. E ainda tem o jogador que sem jogador para marcar, corre na diagonal, para abafar o lance.
Enfim, acredito muito ainda nesse time, mas, gostaria de ver o time pressionando mais. Talvez não é raça que esteja faltando é postura agressiva. Jogando desta forma, pressioanando a saída de bola, parece que o time esta com mais raça.
- Retorno antecipado? Lateral é avaliado para voltar ao Morumbi após passagem na Europa
- Dorival Júnior aposta na base do São Paulo para moldar elenco
- Eleições do São Paulo podem definir futuro de Dorival Júnior
- Problemas físicos e contrato encerrando tiram zagueiro dos planos de Dorival

Notícias
São Paulo embala para a 3ª vitória? Lucas pode ser titular e Artur quer ficar!
São Paulo acelera pagamento a Galoppo para evitar perda de pontos e regularizar elenco
Com retorno aos treinos, São Paulo se prepara para duelo contra o Mirassol
Mais de 30 torcidas se unem e pedem mudança em lei que responsabiliza organizadas
São Paulo quita dívida de R$ 700 mil, mas ainda corre risco de perder seis pontos
Não vai sair? Artur pode aceitar ganhar menos para continuar no São Paulo
Pedro Lima revela sonho de ser campeão pelo São Paulo e manda recado sobre seu futuro
Luan revela: Rui Costa barrou sua ida ao Botafogo e São Paulo o afastou depois
Preparando o futuro! São Paulo prepara 11 jogadores da base para 2027
Fim do risco de transfer ban? SPFC regulariza dívida com São José e respira aliviado
Massis chama Dorival para conversa após críticas ao CT e expõe incômodo no São Paulo
Renovação travada: Bobadilla deseja permanência, mas São Paulo adia conversas
São Paulo busca consolidar vantagem contra o Araguainense na Copa do Brasil Sub-20
São Paulo precisa reverter desvantagem para chegar à final da Copa do Brasil feminina
Hobbie inusitado: Rafael fisga peixe de 47 kg em folga após vitória no Brasileirão