Situação atual do SPFC
Como todo são-paulino também estou indignado e frustrado.
Como todos, esperava a vitória contra o Arsenal de Sarandí.
Vitória que infelizmente não veio por uma série de fatores além dos motivos técnicos do jogo (bolas na trave, penalti não marcado, erros táticos, etc.).
Vamos a esses fatores:
1.Juiz
Termina o primeiro tempo e o árbitro (ou seria apitador?) é cercado pelos jogadores argentinos que reclamam dos acréscimos. Inconscientemente ou não, essa pressão leva o árbitro a dar um penalti pra lá de duvidoso no primeiro instante favorável a eles. Isso foi fundamental para o placar final.
2.Equipe
Temos problemas:
•Os laterais não conseguem chegar à linha de fundo. Quando chegam, fato raro, erram o cruzamento. Douglas era bom jogador no Goiás e nas Seleções de base. Fazia até gol de falta! Hoje não consegue nem cruzar... Não se adaptou ao SPFC (talvez à cidade) ou então sentiu o “peso” da camisa. Cortês chegou ao SPFC na condição de jogador selecionável. Isso até o dia em que pediram a ele para ajudar na marcação. Agora não consegue fazer nem uma coisa nem outra: não ataca e não defende.
•Os volantes titulares não vivem boa fase. Wellington demonstra preocupação com a renovação de contrato e Denilson parece incomodado com a proximidade do retorno à Inglaterra. E a mídia alvi-negra dizendo que eram os novos Mineiro e Josué. Brincadeira, hein?
•Ganso, contratado a peso de ouro, não consegue render o suficiente.
Temos soluções:
•Laterais: escalação de Lucas Farias e Carleto. Mesmo com Paulo Miranda retornando de contusão, Lucas Farias tem mais noção da posição. E temos que lembrar que neste ano Paulo Miranda não fez nenhuma boa partida. Talvez por não termos mais o Lucas (hipótese bem provável). Independente disso, ainda defendo a contratação do Cicinho (Ponte Preta). É muito bom jogador e pode atuar em três posições: lateral, volante e meia-direita. Quanto a Carleto, tem demonstrado mais vontade do que o Cortês e não é e nem vai ser o lateral dos nossos sonhos, mas é o que temos neste momento. Uma opção seria o Henrique Miranda.
•Volantes: no jogo contra o Penapolense tivemos o Rodrigo Caio como melhor jogador em campo e Fabrício também jogou bem. Nessas posições é só escalar os dois e estaremos bem servidos.
•Caso Ganso: sua contusão foi bastante séria. Voltou e além de ainda estar sem ritmo, parece que falta confiança. Só agora é que tem arriscando chutes a gol. Aqui não temos grandes preocupações, é só ir colocando-o para jogar e quando não estiver bem, temos o Cañete como boa opção.
3.Esquema tático
Ney Franco precisa entender que o esquema com três atacantes funcionou no ano passado porque Lucas e Osvaldo são jogadores com capacidade de criação. Aloísio é bom jogador mas não tem essa característica.
Enquanto não tivermos um jogador com essa capacidade é besteira insistir nessa tática.
4.Diretoria
•Vendeu Lucas, nosso maior ídolo, e não repos. Isso porque tinha prometido só vende-lo após a Copa de 2014. Detalhe: o mandato do JJ vai até abril do ano que vem. A Copa é em junho e julho. Como ele poderia prometer uma coisa após seu mandato?
•No momento a preocupação maior é a cobertura do estádio e pagamento de dívidas. Depois virão o hotel, o estacionamento e sabe-se lá mais o quê. Parece que o dinheiro da venda do Lucas irá evaporar. Infelizmente!
•Com tanta peocupação com o nosso estádio (mais que o próprio time), como que não temos um sistema de monitoramento dos corredores de acesso aos vestiários? Por sua falta não conseguimos provar que os jogadores do Tigre fizeram toda a confusão na final da Sulamericana. Fomos penalizados por infantilidade.
•João Paulo de Jesus Lopes declara que tem vergonha do time. Absurdo total: como se pode ficar envergonhado com uma vitória legítima. Ainda se fosse por algum erro clamoroso da arbitragem... A partida contra o The Strongest foi muito difícil, eles marcavam bem e sairam na frente no placar. Nessas condições a equipe fica extremamente pressionada. Não fossem as alterações precisas que o Ney Franco fez (entrada de Ganso e Cañete), estaríamos praticamente eliminados. Declarações como essa desestimulam todo o elenco.
Evidente que as coisas não estão perdidas, mas ficaram bastante difíceis porque teremos dois jogos fora. Com a agravante de que um deles é na altitude. O time terá que se superar e muito... É aí que tem que aparecer o trabalho do treinador, não deixando os jogadores se abaterem e conscientizá-los de que disputaremos duas "finais de campeonato".
Para a partida contra o Arsenal deveríamos jogar com dois atacantes rápidos (Aloísio e Osvaldo) e teremos espaço porque eles jogarão em casa e não ficarão atrás (isso explica, em parte, a goleada do Atlético neles). Dessa forma, Jadson e Ganso deveriam começar jogando para fazerem lançamentos aos dois.
Contra o The Strongest não podemos repetir o erro de viajar no dia da partida para minimizar o efeito da altitude. Isso é amadorismo! Sofremos a virada do Bolívar que é um time bem inferior a eles. Temos que fazer uma preparação aqui com os jogadores se condicionando em esteiras com respiradores de restrição de ar. Moraci Santana fez isso para a Libertadores de 92. Temos que viajar com pelo menos uma semana de antecedência da data do jogo. Temos que estudar a alimentação com um nutricionista (comida a base de ferro). Só para se ter uma idéia: a altitude (sem esforço físico) provoca alterações na respiração e no batimento cardíaco e pode resultar em edema (acúmulo de líquidos) pulmonar e edema cerebral. Nesta partida não deveríamos usar a tática do contra-ataque e sim um jogo mais cadenciado para preservar a resistência física.
Saudações Tricolores
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