São Paulo precisa de espírito de Libertadores
O empate em casa contra o Arsenal foi péssimo. O time do Arsenal veio no primeiro tempo para se defender. O time do São Paulo tinha que pressionar a saída de bola, sufocar o Arsenal.
Mas, o time aceitou o jogo, deixou com que o goleiro adversário por diversas vezes, largasse a bola no chão, e ficasse esperando um jogador do São Paulo aparecer para chutar a bola.
Em jogo em casa de Libertadores, não podemos deixar o time adversário respirar! Tem que jogar com o time inteiro no campo adversário!
Não entendi a postura do time.
Um problema que havia sido resolvido no final do ano passado voltou a acontecer.
A defesa do São Paulo jogando muito recuada, mesmo quando o time ataca. Perdemos quase todas as segundas bolas, e os argentinos tinham um espaço enorme para tocar entre a linha de Jadson, Aloisio e Osvaldo, para linha de Welligton e Fabricio, e depois mais um enorme espaço entre os volantes e zagueiros.
Quando queremos pressionar o time adversário, o atacante não pode dominar a bola de costas. O zagueiro tem que parar, e o volante chegar rápido para abafar.
A distancia entre Luis Fabiano e Lucio era tão grande que o zagueiro precisava dar chutão para bola chegar nos atacantes.
Ano passado conseguimos encurtar essa distancia, não davamos chutões, pois quando a distancia é pequena não é preciso de força para bola andar.
Em alguns momentos, Fabricio pedia para zaga sair, mas talvez pela idade avançada de Lucio, ele preferia não correr risco de perder uma jogada na corrida e preferia ficar na intermediária. Isso é péssimo para um time que quer pressionar.
Temos que ter linha defensiva na linha de meio de campo quando estamos atacando.
Assim, empurrando os volantes para jogarem perto de Jadson. Com isso os passe são mais curtos, perdemos menos bola, e quando perdemos, é mais fácil de recuperar. Pois sem espaço dificilmente um volante vai ter tempo para olhar e lançar. Terá que dar chutão. Em chutão a probabilidade do atacante dominar e já correr em direção ao gol é mínima.
Note que Cortez, Welligton, Denilson, todos caíram de produção. Pois, eles tem que tomar muito cuidados com as costas. Eles estão tendo que carregar muito a bola, para chegar no campo adversário.
O time do São Paulo tem 4 linhas muito distantes uma da outra. A zaga que comanda essas linhas. Se ela avança, empurra os volantes para perto do meia. E o time não demora muito e não necessita carregar a bola ou dar passes longos para chegar no ataque.
Sei que não é fácil para Ney Franco, mas ele vai ter que barrar Lucio, colocar de volta no time Rhodolfo, um jogador mais veloz, que não tenha medo de dar pique para ir atrás de chutões.´
Uma simples mudança de 1 peça, pode melhor e subir a produção do time inteiro.
Com os jogadores distantes, quando Osvaldo dispara tem que driblar 3 jogadores para chegar na área, e com isso Luis Fabiano e Jadson não tem tempo para chegar para concluir.
Foram várias jogadas que Osvaldo teve que concluir para o gol, pois não tinha ninguém na área.
Jogando com um time mais compacto, que roube a bola no campo adversário, em um drible Osvaldo chega na cara do gol, e pode passar para trás para chegada de Luis Fabiano e Jadson (Ganso).
A dificultade de Ganso em adaptar-se ao São Paulo é exatamente essa.
Ganso tem que jogar mais perto da área, para que em um passe de genio que é, colocar um dos atacantes na cara do Gol. Mas, Ganso esta tendo que vir buscar a bola no meio do Campo, abrir para os laterais, e antes do time avançar, Douglas ou Cortez perdem a bola ou erram o passe.
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