Neymar x Lucas x Oscar x Ganso - Quem é o melhor?
Falar sobre o futebol do Neymar é chover no molhado. É o mais talentoso, goleador e, no momento, o mais pronto dos quatro jovens talentos brasileiros. O camisa 11 é diferenciado e, aos 20 anos, certamente já está entre melhores jogadores do mundo.
Alguns o colocam entre os três; outros, entre os cinco, ou dez maiores. Em qual posição ele está, de fato? Não importa. O que importa é o imenso talento de Neymar e que ele continue evoluindo como nos últimos tempos.
Por outro lado, o sucessor da camisa 10 de Pelé no Santos, Paulo Henrique Ganso, parece ser cada vez menos o nome mais indicado para ocupar a camisa que também foi do Rei na seleção. Há tempos não demonstra o bom futebol que o credenciou a ser titular da seleção.
Ganso é o mais velho do quarteto – completa 23 anos em outubro –, mas a sua maior experiência não significa maior amadurecimento futebolístico. Pelo contrário, ele demonstra ser o mais irregular do quarteto.
Além de sumir durante os jogos do Peixe, em que demonstra certa lentidão e displicência, o jovem sofre de seguidas lesões nos joelhos. Não participa dessa série de amistosos porque acabou de passar por mais uma cirurgia, a terceira num joelho.
Com a camisa da seleção, pouco mostrou. A única boa atuação foi logo na estreia, contra os Estados Unidos. No restante, decepcionou ou esteve ausente por causa das constantes lesões.
A carência na posição fez, inclusive, com que Mano Menezes apostasse, erroneamente, em Ronaldinho Gaúcho. Mas a solução não parece ser o experiente jogador, mas o também jovem Oscar.
Foram apenas dois jogos do meia colorado com a camisa 10 da seleção principal e o que não faltou foi futebol.Oscar fez tudo o que se espera de um armador: buscou o jogo, distribui passes com qualidade, cadenciou quando foi preciso, deu assistências. Tudo com muita mobilidade e disposição para marcar a saída de bola adversária.
Pressionadas, as defesas adversárias entregaram bolas que resultaram em gols brasileiros. Mérito de Oscar, peça fundamental nessa marcação pressão, no campo adversário. Além de pressionar a defesa adversária, Oscar é versátil: atua nas três posições ofensivas do meio-campo. Em outras palavras, pode atuar pelo lado esquerdo, centralizado ou pela direita no 4-2-3-1 adotado por Mano Menezes.
Talvez por ser o segundo mais experiente do quarteto (completa 21 anos em setembro), ele esbanja maturidade em campo. Sabe qual é a melhor jogada para cada momento: quando deve individualizar a jogada e tentar o drible ou deve buscar o passe. Outra questão que o diferencia de Ganso é a sua mobilidade, que o ajuda a fugir da marcação adversária.
O que sobra em Oscar é exatamente o que falta em Lucas, o caçula (19 anos) do grupo. Talentoso, o camisa 7 do São Paulo também se destaca por causa do seu porte físico. Nesse quesito, é o melhor dos quatros: é o mais forte, extremamente rápido e possui uma capacidade de mudar de direção e velocidade (aceleração/desaceleração) como poucos.
Mas Lucas ainda peca pela imaturidade em campo. Ainda erra muito na escolha de jogadas e exagera na individualidade: tenta o drible quando deveria dar o passe e vice-versa. Além disso, não sabe a hora de cadenciar o jogo. Sempre busca a jogada vertical.
Já amadureceu e evoluiu muito desde que subiu para o profissional, há quase dois anos, mas precisa amadurecer e evoluir muito ainda, para alcançar um patamar semelhante ao de Neymar, como bem disse Mano Menezes.
Jogar na seleção principal seria de grande ajuda para o amadurecimento de Lucas. Porém, o técnico da seleção, quando coloca o jovem são-paulino em campo, é sempre fora de posição ou por poucos minutos, com o resultado garantido.
http://blogdofilipemarques.blogspot.com.br/2012/05/o-novo-quarteto-magico.html
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