De Vitor Birner
Ney Franco escalou o São Paulo contra o União Barbarense da forma como pretendia vê-lo diante do Atlético MG na próxima quarta-feira.
O 4-2-3-1 foi mantido e alguns jogadores ganharam oportunidade por causa das lesões dos outros. Jadson e Luis Fabiano, suspensos do próximo confronto na Libertadores, não foram utilizados.
Escrevi que pretendia no primeiro parágrafo porque certamente o São Paulo foi reprovado no teste, apesar de vencer por 2×1.
Não tenho a menor ideia se o treinador insistirá na escalação ou irá mudá-la no final de semana, quando acontecerá o simulado frente o XV de Piracicaba.
A atuação são-paulina em Santa Barbara foi, sem exagero, muito ruim.
O time sentiu imensamente a falta de Jadson.
Ganso, displicente e desinteressado, talvez se poupando, voltou a jogar parado.
Jadson se movimenta bastante sem a bola e dá opções aos companheiros. Tabela com laterais, Osvaldo, centroavante, volantes e com o próprio Ganso.
Douglas não tem capacidade de fazer o mesmo. Ele ocupou o lado direito da linha de três (ganso ficou no centro e Osvaldo na esquerda) se mexeu, correu, mas tecnicamente mostrou vários defeitos.
Ganso, que deveria coordenar as ações do sistema ofensivo, ficou parado no meio dos marcadores do adversário.
Fabrício apareceu mais vezes na criação do que ele. Carleto acabou sendo o mais participativo nas tentativas de levar a gorduchinha à área.
Obviamente, sem tabelas e movimentação do meia, a bola ficou muito menos tempo do que acostumamos a ver no ataque são-paulino e a alternativa foram os cruzamentos.
Aloísio levou um cartão vermelho no ‘estilo Luis Fabiano’.
Em lance tolo e para nada.
Lucio foi quem se deu bem. O São Paulo marcou mal na frente.
O adversário fraco chegou bastante no ataque. Sem recursos para trabalhar bem com a bola, cruzou um monte de vezes a dita cuja na área.
Lucio foi exigido, mostrou firmeza e provavelmente retomou a condição de titular.
Tolói saiu machucado e Edson Silva também deu conta do recado.
Paulo Miranda foi outro que deixou o campo com mais moral do que entrou. Wellington deve ficar com a vaga de Maicon, machucado e fora da partida na próxima semana.
Ney Franco terá bastante trabalho para acertar a equipe sem o Jadson. Talvez tenha que escalar Cañete ao invés de Douglas e perder força defensiva em troca de criação.
O cobertor do time está curto. O técnico precisa abrir mão de algo e terá que decidir do quê.
A semana servirá para fazer as escolhas.
São Paulo deve precisar no mínimo de uma atuação nota sete para ganhar do Atlético-MG
Contra o União Barbarense, apesar da vitória, merece três e meio
Fonte UOL/Blog do Birner
10 de Abril de 2013
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