O São Paulo enfrenta neste sábado pelo Campeonato Paulista o Linense, no Morumbi, e do lado do Elefante estará um velho conhecido dos são-paulinos: o meio-campista Lenilson.
Com boa passagem pelo clube do Morumbi em 2006, quando encerrou a campanha do título brasileiro daquele ano como artilheiro do time ao lado de Rogério Ceni - com oito gols - o atleta não conseguiu manter alto desempenho depois de deixar o Tricolor, em 2007.
Para ele, algumas escolhas erradas contribuíram (negativamente) para que não decolasse na sequência. Porém, há pouco mais de um ano, Lenilson se apegou a uma nova religião e, com a boa fase recuperada, tem recebido elogios até dos treinadores adversários.
– (A religião) Mudou minha vida, basicamente quando me converti evangélico tudo mudou. Não tem problema com balada, com bebida. Até o Muricy disse aqui no jogo (Santos x Linense), “ você voltou àquela fase do Noroeste”. E respondi: Sou outro homem professor – revelou, em entrevista ao LANCE!.
Autor de oito gols no Paulistão de 2012 e de três tentos na edição deste ano, Lenilson volta a mostrar o faro de artilheiro que o fez ter sucesso no São Paulo, mesmo sendo reserva da equipe à época.
E a cararterística de goleador, o meia credita a quem o comandou nos tempos de Tricolor. Aquele mesmo que, há três rodadas, o elogiou após partida em Lins.
– Devo muito isso ao Muricy. É um cara que eu trabalhei e que me cobrava muito. A gente gosta de ser cobrado e tem que ser cobrado. Ele cobrava para eu entrar na área por causa da minha altura. Ele dizia, “toca no lado e vai para a área”. Gosto de participar ali na grande área, sou um meia que marco um bom número de gols – disse.
O camisa 10 do Elefante pisará no Cícero Pompeu de Toledo pela primeira vez como adversário. E boas lembranças do Morumbi à parte, Lenilson adianta que, se marcar, deverá comemorar.
– Foi legal, fui muito feliz, foi um sonho realizado, mas hoje quem me dá o pão é o Linense. Se eu tiver que comemorar, não terei problema. Vai do momento – completou.
Bate-Bola com o ex-são-paulino Lenilson:
Como era quando você ia às baladas. Aquilo prejudicava muito?
Na verdade eu gostava de sair, né? Saía, bebia, e vejo hoje em dia que era uma coisa que prejudicou. Qualquer pessoa que se perder na noite não vai render. Hoje chego do culto (evangélico) às 22h e vou para a cama dormir. No dia seguinte, estou inteirão.
Como crê que vá ser o reecontro com o estádio do Morumbi?
Ah, a gente começa a pensar como será. Era um lugar onde eu sonhava estar, pude estar e fui feliz. Tenho amigos até hoje, daquela época o Denilson e o Rogério, que quando me encontram, me tratam bem. Foi um sonho realizado. Agora é do lado contrário.
Sente saudades do clube?
Sempre digo que aí é diferente, igual ao São Paulo não tem. Do porteiro ao pessoal da cozinha, todo mundo faz o melhor para você só entrar em campo e desfrutar os 90 minutos. Essa é a diferença.
O que ainda projeta para o restante da sua carreira?
Creio que se o time manter a regularidade, se eu mantiver também, coisas vão surgir, como já surgem. Tenho o desejo de voltar a um time grande. Estou bem maduro, o pessoal até brinca que eu nunca corri como agora (risos).
Longe de baladas e acolhido por nova religião, ex-são-paulino Lenilson reencontra o Morumbi
Fonte Lancenet
23 de Fevereiro de 2013
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