Luis Fabiano colocou o São Paulo entre os favoritos ao título
O São Paulo vai disputar o campeonato de que mais gosta. Após dois anos longe, o Tricolor estreia na fase de grupos da Libertadores hoje, às 22h, contra o Atlético-MG, fora de casa.
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A ligação do clube com o torneio é tanta que, durante as duas temporadas de ausência, o que mais se ouvia de jogadores, dirigentes e torcedores era o dever de voltar à competição em busca do tetra. Parte do sonho já foi concretizada, com a classificação para a fase de grupos.
Na Pré-Libertadores, o Tricolor eliminou o Bolívar. Na primeira partida, com o apoio do torcedor no Morumbi, uma convincente goleada, por 5 a 0.
No jogo de volta, nos mais de 3.600 metros de altitude de La Paz, o Tricolor começou bem. Empolgou ao marcar três gols, mas sucumbiu na segunda etapa e permitiu a virada por 4 a 3.
De qualquer maneira, a classificação já estava na bagagem. O pensamento, então, passou a ser nos próximos adversários. O São Paulo vai enfrentar hoje o Atlético-MG e, depois, o Arsenal de Sarandí, da Argentina, e o The Strongest, da Bolívia.
“Acho que é a chave mais forte. Se formos usar aquele termo, é o grupo da morte. Precisamos trabalhar muito para conseguir a classificação, mas creio que estamos no caminho certo”, analisou o técnico do São Paulo, Ney Franco.
Curiosamente, o time boliviano utiliza o mesmo campo do Bolívar. Ou seja, o Tricolor pode utilizar a experiência adquirida na fase qualificatória.
“Isso (o jogo da Pré-Libertadores) servirá muito, sim. Só muda o adversário, porque até o estádio (Hernando Siles) é o mesmo”, confirmou o goleiro e capitão Rogério Ceni.
Obrigação/ Apesar de enfrentar adversários de peso logo na primeira fase, o São Paulo entra com a responsabilidade de ser um dos favoritos. Dono de três títulos da Libertadores, o Tricolor conta, também, com um dos elencos mais caros e respeitados do continente.
“Não é porque ganhamos no ano passado o título da Copa Sul-Americana que vamos passear na Libertadores. Entramos no campeonato como um dos times com possibilidade para vencer, jogamos com um pouco de responsabilidade”, disse o artilheiro Luís Fabiano.
Ou seja, resta aos jogadores do Tricolor concretizar a outra metade do sonho: o título.
Entrevista com Lúcio, zagueiro do São Paulo
‘Disputar esse torneio me deixa mais motivado’
DIÁRIO_ Como é, para você, disputar a Taça Libertadores pela primeira vez?
LÚCIO_ Desde que surgiu a possibilidade de retornar ao Brasil, sempre ressaltei a minha vontade em disputar a Libertadores. Cheguei ao São Paulo e isso, hoje, é uma realidade para mim. Já participei de Copas do Mundo, de jogos internacionais e do Mundial de Clubes, mas disputar essa competição é algo que me deixa ainda mais motivado.
É diferente jogar um torneio como a Libertadores? Qual deve ser a atitude da equipe?
Encaro toda partida como uma guerra, mas essa competição é diferenciada, requer mais concentração. Tem de ter vibração e emoção muito grandes. Nossa equipe precisa ter esse perfil.
Dá para sentir que a torcida age de maneira diferente?
Dá. A presença do torcedor será muito importante. Esperamos um estádio lotado para que, da arquibancada, nos empurrem em busca das vitórias.
ADVERSÁRIOS DO SÃO PAULO NA PRIMEIRA FASE DA LIBERTA:
Atlético-MG
O time, que acertou recentemente com o artilheiro Diego Tardelli, manteve os principais jogadores: Victor, Réver, Marcos Rocha, Pierre, Bernard, Jô e, principalmente, Ronaldinho Gaúcho.
The Strongest - Bolívia
Aposta nos mais de 3.600 metros de altitude de La Paz. O time tem como destaque o atacante Pablo Escobar.
Arsenal de Sarandí - Argentina
Garantiu a vaga no torneio com o título do Clausura de 2012. Aposta na defesa, liderada por Lisandro Lopez.
Opinião
José Eduardo Martins, repórter do DIÁRIO
Só falta acertar uma peça
O São Paulo entra na Libertadores com a obrigação de fazer um bom papel. Quase sempre quando disputou o torneio continental, o time do Morumbi foi longe. A torcida tem uma estreita relação com o campeonato e costuma apoiar a equipe mais do que o normal. O elenco também é bom, conta com jogadores de talento e experiência, como Rogério Ceni e Luís Fabiano. Ou seja, o Tricolor tem quase tudo para ser um dos favoritos. Na engrenagem, só falta uma peça: um substituto para Lucas. O atacante ainda faz falta ao grupo e o técnico Ney Franco tenta encontrar uma solução. Tomara que dê tempo para isso.
São Paulo sonha com o tetra da Libertadores
Fonte Diário de São Paulo
13 de Fevereiro de 2013
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