Comissão técnica se isenta de culpa por "falta de doação" de Ganso

Fonte Gazeta Esportiva
Aos poucos, o não aproveitamento de Paulo Henrique Ganso no São Paulo vai sendo explicado nas entrelinhas. No primeiro dia em que o meia foi barrado, o técnico Ney Franco classificou a alteração como tática, mas revelou que o preparo físico do jogador não era o ideal ao compará-lo com o de Jadson. Após a vitória sobre o Bolívar, o capitão Rogério Ceni, principal liderança do elenco, deixou transparecer ter notado falta de competitividade do colega.
"Ele é importantíssimo para nosso time, um dos caras mais talentosos que vi jogar. A facilidade que tem para tocar na bola... Ele antevê a jogada, tem passe diferente, é extremamente inteligente. Precisamos cada vez mais da parte física dele, de doação", disse o goleiro. "Ele tem que ser mais competitivo. Se for, não consigo enxergar ninguém tecnicamente que possa superá-lo", concluiu.
O déficit de motivação do camisa 8 é sabido desde os tempos de Santos. Na Vila Belmiro, falava-se que ele vivia em uma "zona de conforto" e tinha a impressão de que tudo sempre sairia como ele quisesse, quando quisesse. No esquema tático são-paulino, em que os homens de frente precisam ajudar a marcar, a comissão técnica não se contenta com um ou outro lance genial.
Bastante atento a esse detalhe, Ney Franco, que já ajudou a recuperar alguns jogadores do elenco, como o zagueiro Paulo Miranda, fala em público da condição de Ganso justamente para desafiá-lo. Foi assim também com o volante Casemiro, que tem dado resposta ultimamente e, segundo o treinador, voltou a lutar por posição com Wellington e Denilson, dupla titular desde o semestre passado.
"O que tem que ser feito está sendo feito", isenta-se o comandante, jogando a responsabilidade para o atleta. "Desde o ano passado, quando se apresentou, passou pelo departamento médico, recuperou-se (de lesão muscular na coxa esquerda) e voltou a jogar. Neste ano, está tendo a oportunidade de começar a temporada juntamente com o grupo. Nossa parte tem dado toda estrutura para ele se desenvolver".
Na formação 4-2-3-1, Ganso e Jadson concorrem pela mesma posição, já que nenhum dos dois é capaz de atuar pelo corredor direito do ataque com boa eficiência defensiva. Se for competitivo, como pediu Rogério Ceni, ele teoricamente levaria vantagem. Essa é a esperança no clube, que brigou muito para contratá-lo em 2012.
"Nossa expectativa, e tenho certeza de que isso vai acontecer, é de que ele começará a fazer boas partidas", falou Ney Franco.
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