Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Lucas até já estreou pelo Paris Saint-Germain, mas seu espaço no time titular do São Paulo ainda não foi totalmente preenchido. Adepto declarado de um esquema ofensivo, o 4-3-3 que fez a equipe vencer a Sul-americana em 2012, o técnico Ney Franco testa peças e variações táticas durante os treinamentos coletivos e os jogos-treinos, sem ainda ter definido a formação titular e, mais do que isso, o estilo de jogo da equipe.
Além do 4-3-3, o técnico testou até mesmo o 3-5-2 durante um amistoso preparatório contra o Red Bull Brasil, na última quarta-feira, tendo deixado em aberto a maneira de utilização dos meias Paulo Henrique Ganso e Jadson. Para o atacante Luis Fabiano, que concedeu entrevista coletiva no penúltimo dia de pré-temporada, antevéspera da estreia no Campeonato Paulista, o tempo é realmente limitado, mas o time já precisa estar tinindo até sábado.
“Temos que encaixar uma maneira de jogar rápido. Jogo-treino serve para desenvolver mais um trabalho físico, porque 15 dias é pouco para ter já formação tática. O treinador está fazendo testes, para a estreia não vamos estar 100%, mas temos condição de ir bem, porque quarta-feira temos um jogo decisivo”, alertou o camisa 9, fazendo referência ao primeiro jogo da pré-Libertadores: “Esse é o pensamento: não estamos 100% fisicamente, mas temos que estrear bem porque precisamos de uma grande vitória na estreia e um grande resultado na Bolívia”.
Luis Fabiano deixou nas mãos de Ney Franco, mas fez questão de garantir que é possível manter o time com três atacantes em 2013, mesmo após a saída de Lucas. As opções seriam Jadson, que seria obrigado a desempenhar uma função diferente e já foi testado no setor, além dos recém –contratados Wallyson e Aloísio. O primeiro se apresentou ao clube apenas no último sábado, enquanto o outro veio ao Figueirense para ser justamente seu reserva.
“Eu acho que existem jogadores que podem fazer essa função, mas diferentes do Lucas. Existem jogadores com facilidade pelo meio como o Jadson, que poderia jogar aberto, acompanhar o lateral como o Lucas, mas sem a bola jogar perto dos atacantes, aí seria diferente. Mas se o treinador achar que não existe essa possibilidade, aí não tem o que falar. Existem peças, até o Wallyson e o Aloísio, que poderiam ter certa adaptação no setor, mas aí é coisa do treinador”, sugeriu Luis Fabiano, à vontade e com intenção de superar os 31 gols de 2012 em qualquer um dos esquemas.
Ney Franco abre possibilidades no esquema, mas grupo quer definições
Fonte Gazeta Esportiva
18 de Janeiro de 2013
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