Um possível último ato com final dramático, mas feliz. O São Paulo ficou no empate sem gols e chegou à final da competição continental com boa atuação de Lucas, que saudou a Tricolor e recebeu uma homenagem no placar eletrônico do estádio: “Lucas, o Morumbi será sempre a sua casa”.
– Foi muito emocionante. Não tem nem como explicar. Cheguei à minha primeira final e pude dar um presente para essa torcida, que me acolheu tão bem – disse o jogador.
Lucas ainda tem mais três jogos pelo São Paulo, mas pode não jogar mais em casa. Por conta do show da cantora Madonna, o gramado do Morumbi estará interditado. Assim, o Tricolor mandará no Pacaembu o clássico com o Corinthians, pela última rodada do Brasileirão.
O meia-atacante ainda disputará a final da Sul-Americana, só que os palcos da decisão dependem do adversário, que será definido na semifinal desta quinta-feira, entre os colombianos do Millonarios e os argentinos do Tigre. Se a final for contra o Tigre, o São Paulo jogará no Morumbi, já que é mandante no segundo duelo. Do contrário, o estádio tricolor ainda estará por conta do show da Madonna, e Lucas fará mais um jogo no Pacaembu. Ele torce por mais uma despedida do Morumbi e de preferência com um título.
Valentia em campo
Antes mesmo de a bola rolar, Lucas já sabia o que lhe esperava: uma grande festa nas arquibancadas e uma guerra em campo. A torcida cumpriu com o prometido, lotou o Morumbi (o público foi de 55.266 pagantes, com renda de R$ 1.303.532,00) e empurrou o jogador em sua 59ª partida no estádio – uma delas a serviço da Seleção, em amistoso contra a África do Sul. Ele foi o mais ovacionado e respondeu no gramado.
Mesmo cercado pelos chilenos, Lucas conseguiu fugir da marcação e chamou o jogo para si. Ele não se importou com as seguidas faltas duras que sofria, até reclamou ao árbitro venezuelano Juan Soto, mas sempre levantou e driblou cotoveladas e carrinhos. O valente Lucas virou as costas para a catimba do rival.
Só com faltas os chilenos paravam as arrancadas do são-paulino. E foi assim que o jogador criou a melhor chance no primeiro tempo. Aos 20 minutos, fez fila na defesa e deu um passe na medida para Jadson. No entanto, o chute cruzado, rasteiro, teimou em não entrar e triscou a trave do goleiro Tosselli.
Final dramático
O cenário em nada mudou no início da etapa complementar. Torcida empurrando, chilenos batendo, e Lucas partindo para cima da Católica. O empate sem gols garantia a classificação ao Tricolor, mas um gol chileno poderia eliminar o time do Morumbi. Por isso, o meia-atacante, bem como todo o elenco são-paulino, lutou. Arrancadas, lançamentos, chutes de longa distância. Nada passava pelo goleiro Tosselli, e o drama se instalou.
A Católica pouco atacava, mas a ausência do gol tricolor assustava. O fim do jejum de seis anos sem finais estava próximo, mas a qualquer vacilo poderia escapar das mãos. O goleiro Tosseli até foi ao ataque já nos acréscimos para tentar melar a festa tricolor, mas a possível despedida de Lucas do Morumbi, apesar de não ter sido perfeito, terminou em lágrimas de felicidade e muitos sorrisos.
O placar eletrônico do estádio fez a homenagem: “Lucas, o Morumbi será sempre sua casa”.
