'Ganso e Fabrício vão ser peças fundamentais'

Técnico vê melhoria no padrão de jogo do time e projeta 2013 com os dois jogadores que se recuperam de lesões

Fonte Estadão
Quando sentar no banco de reservas contra o Palmeiras no sábado, Ney Franco completará um turno do Brasileiro à frente do São Paulo. Contratado para substituir Emerson Leão, ele é a aposta da diretoria para pôr fim à instabilidade no comando técnico do clube - desde que Muricy Ramalho foi demitido, em 2009, foram seis treinadores que sucumbiram. Apesar de ainda estar na briga por uma vaga no G-4 e com a classificação encaminhada para as quartas de final na Copa Sul-Americana, o treinador admite que não está plenamente satisfeito e gostaria de ter um aproveitamento melhor do que o atual.
Em entrevista ao Estado, Ney Franco fala sobre suas impressões no começo de trabalho no Morumbi, o planejamento para a próxima temporada e diz que Ganso e Fabrício, atualmente no departamento médico, são peças fundamentais para a montagem do time de 2013.
Você completa um turno à frente da equipe. Como avalia esse período?
Acredito que existam aspectos positivos, mas outros nem tanto e cito diretamente os números e o aproveitamento abaixo do que eu esperava. Tivemos o fato de pegar a equipe no meio da temporada, e três jogos para fazer alguns ajustes, mas ainda assim esperava um desempenho melhor. Em termos gerais, de acordo com os objetivos que traçamos quando cheguei, que era uma vaga na Libertadores, estamos bem encaminhados. Em relação à parte técnica e tática, vejo que evoluímos em alguns aspectos, mas não com o desempenho ideal ao que essa equipe pode oferecer até o fim da temporada.
O que aconteceu de mais positivo nesse período?
Ganhamos mais variações, recuperamos alguns jogadores e pudemos rodar mais o grupo e adequá-lo às diversas situações de uma partida. Essa foi a maior evolução que apresentamos até agora, além do fato de os jogadores também terem entendido o que pedimos.
E o que precisa melhorar?
O desempenho fora de casa. Por mais que tenhamos tentado montar a equipe para ganhar alguns jogos fora, nossos números no Brasileiro estão muito abaixo do que podemos render. Temos uma equipe com potencial de ir na casa do adversário, ser mais agressiva e conseguir conquistar os pontos, embora haja alguns momentos em que a parte técnica e tática não deem a resposta. Como nos dois jogos, por exemplo, em que fomos prejudicados por erros da arbitragem. Primeiro aquela expulsão do Douglas contra o Atlético-MG e depois esse pênalti em que o Rafinha deveria ter levado cartão por simulação e no fim o Rhodolfo acabou expulso. Mas estamos tendo entrega fora de casa, os jogadores estão querendo e o grupo está fechado, se entregando.
O presidente Juvenal Juvêncio disse que o desempenho da equipe é razoável. Concorda?
Concordo. Os números estão aí, é razoável. Poderíamos estar em uma outra situação pelo trabalho que estamos desenvolvendo com o grupo, mas estamos em uma situação boa no Brasileiro, que é um campeonato muito difícil. Falar de título é complicado, mas estamos vivos na nossa proposta de chegar à Libertadores. É razoável porque temos time para estar brigando lá na frente, como fez quando conquistou o tricampeonato consecutivo. Os números estão claros para mim, é uma competição em que estamos razoáveis, mas temos muitas equipes do mesmo nível que a nossa e estão na parte intermediária.
Era esperado um aproveitamento maior da base na sua chegada, o que aconteceu?
É um trabalho que queremos fazer a longo prazo e já tenho conversado com o René (Simões, coordenador das categorias de base) para algumas ações que vamos tomar. Da forma como cheguei e pela necessidade de resultados os jogadores com um pouco mais de idade levaram vantagem na disputa. Tenho utilizado o Ademilson, por exemplo, mas o setor do meio ficou concorrido com a chegada do Paulo Assunção e o retorno de lesão do Wellington. Agora é o momento de tentar conquistar essa vaga na Libertadores, mas está no planejamento do ano que vem. Estamos fazendo um planejamento para termos um espaço no elenco para os meninos da base.
Esse planejamento pode ser antecipado se o time ficar longe do G-4?
Acho que não, até porque nossa projeção é estar até a última rodada brigando pelo G-4. O projeto é ir até a reta final de olho na Libertadores, nosso planejamento está em cima disso. Confesso que não tenho um plano B para o caso de um insucesso no Campeonato Brasileiro.
Como está a organização
para 2013?
Já temos nomes (de reforços), é lógico, mas além disso há a questão do calendário. Se chegarmos à final da Sul-Americana, o segundo jogo será em 12 de dezembro e temos o Paulista começando em 20 de janeiro. Se não chegarmos, aí sim poderemos dar um mês de férias para os atletas. O planejamento passa também pela questão da vaga pela Libertadores; se conseguirmos é um, senão é outro. Não podemos ficar amarrados a isso, mas já estudamos a chegada de alguns nomes.
Faltam muitos jogadores para o elenco ficar completo?
Não há muita carência. Precisamos de um espaço para os atletas da base, mas temos um grupo bom e podemos fazer bom papel na Libertadores. Existem ainda os reforços que já teremos garantidos, casos do Ganso e do Fabrício, que são dois atletas que eu imagino entre os titulares no ano que vem. Com esses dois nomes importantes e mais algumas outras possibilidades que estamos analisando, chegaremos com um elenco muito forte no ano que vem.
A equipe mudará muito com a entrada do Ganso?
Ele joga centralizado e preciso armar a equipe em função desse posicionamento, o que pode mudar um pouco a estrutura em relação ao que estamos jogando atualmente. Não vou armar a equipe em função do Ganso, mas sim das características que ele traz. Pode ser numa formação em losango ou com dois volantes e três homens de meio.
Só a vaga para a Libertadores vai te deixar satisfeito no fim da temporada?
Seria muito bom se já adiantássemos o trabalho do ano que vem, começar a temporada com os jogadores sabendo o que espero deles, com uma forma de jogar já adotada, e poder focar nos trabalhos técnicos. Mas logicamente que, como treinador, se não conquistar essa vaga, não vou sentir que o objetivo foi realizado.
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