O São Paulo não teme acirramento e concorrência para a contratação de Paulo Henrique Ganso. O clube afirma conhecer um possível desejo do Grêmio pelo camisa 10, ainda negado por dirigentes do clube gaúcho, mas aposta na opção do jogador e do Grupo DIS, detentor de 55% de seus direitos econômicos, para acertar com o meia.
"Tenho conhecimento do Grêmio pelo que já foi anunciado. Falaram do Fluminense, também, mas nós temos a nossa posição e, naturalmente, confiamos em uma negociação em função dela. O que pode surgir com relação à concorrência não temos controle, mas não existe negócio hoje em dia que não passe pelo jogador e, naturalmente, por seus investidores. Portanto, estamos tranquilos", afirmou Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vice-presidente são-paulino, ao Terra.
O Grêmio negou através de Paulo Pelaipe, diretor executivo de futebol, o interesse no jogador, alegando que a informação surgiu baseada em declaração do técnico Vanderlei Luxemburgo, em São Paulo, quando questionado sobre o assunto. Ganso trabalhou com Luxemburgo em 2009, no próprio Santos.
Pesa também a favor do São Paulo o fato de Ganso ter parte majoritária de seus direitos econômicos presos a Delcir Sonda, proprietário do Grupo DIS, e torcedor do Internacional declarado.
O São Paulo aposta em quem "faça prevalecer os interesses do investidor e do atleta" e cita congelar uma nova investida, conduzida por Adalberto Batista, até o clássico de domingo como "medida sensata" para seguir no negócio.
O clube da capital já realizou duas ofertas pelo jogador: a primeira de cerca de R$ 11 milhões e a última, na quinta-feira, de R$ 13 milhões pelos 45% que o Santos detém sobre o jogador. O clube alvinegro bate o pé para receber o proporcional na multa contratual, R$ 23,8 milhões, e já ameaçou levar o caso à Fifa.
De camisa 10 ideal a meia contestado
Ganso, revelado nas categorias de base do Santos, começou no clube em 2008, junto a Neymar, a maior estrela do time na atualidade. Desde que chegou ao time profissional, a carreira de Ganso se revezou em sobes e desces. Nos primeiros anos, o jogador conquistou críticos e torcedores não apenas por ser uma das maiores promessas do futebol do Brasil, mas por ter surgido como protótipo do camisa 10 criativo e pensador, em falta nos últimos anos.
A trajetória de Ganso - que parecia traçar uma ascensão meteórica rumo ao estrelato nos principais gramados do mundo - teve, porém, um baque grande em 2010. No meio daquela temporada, o jogador sofreu grave lesão no ligamento cruzado de seu joelho.
A lesão deixou Ganso fora dos gramados por seis meses e comprometeu a sequência da carreira no Santos do jogador, que não conseguiu manter o nível de seu futebol e perdeu prestígio com a torcida.
A volta ao clube veio durante a Copa Libertadores de 2011, mas nem a conquista do título continental fez com que o meia retornasse a seus melhores dias no Santos. À sombra de Neymar, que se consolidava como grande ídolo e craque do Brasil, Ganso perdeu espaço na mídia e também na Seleção Brasileira. De camisa 10 incontestável, o jogador passou a opção para o meio-campo.
No time olímpico de Mano Menezes, que ficou com a prata na Olimpíada de Londres, o meia Oscar, do Internacional, vestiu a camisa 10 da equipe, a qual, há poucos anos, era reservada para o jogador santista.
Logo após a Olimpíada, intensificaram-se os boatos sobre uma possível saída do Santos. E o destino mais provável para Ganso se tornou o São Paulo, que quis buscar na Vila Belmiro um substituto à altura para Lucas, negociado com o Paris Saint-Germain, e fez duas propostas (ambas recusadas pelo rival). O meia tem contrato com a equipe praiana até fevereiro de 2015.
São Paulo ignora Grêmio e crê em desejo de Ganso e DIS por acerto
Fonte Terra
4 de Setembro de 2012
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