Procuradoria entra com recurso, mas São Paulo permanece absolvido

Por "cusparadas" na Arena Barueri, o Tricolor, que havia sido absolvido em primeira instância, permaneceu sem multa

Fonte Justiça Desportiva
Em primeira instância, São Paulo e Palmeiras foram absolvidos por "cusparadas" vindas das torcidas na Arena Barueri, no último clássico entre as equipes, pelo Brasileirão. A Procuradoria discordou da decisão e recorreu apenas contra a absolvição do São Paulo, alegando que, diante da falta de provas, o relato do árbitro na súmula deveria ser tomado como verídico, já que não houve nenhuma prova em contrário para rebatê-lo. Em sessão do Pleno, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o São Paulo permaneceu absolvido, sendo negado o provimento de recurso, por maioria de votos.

Palmeiras e São Paulo se enfrentaram no dia 15 de julho, em duelo que terminou empatado por 1 a 1. Na súmula, o árbitro Péricles Bassols relatou que, “durante o aquecimento realizado atrás da meta e abaixo da torcida do São Paulo, os jogadores suplentes do Palmeiras foram alvejados por água e cusparadas, e por esse motivo aqueceram atrás do arbitro assistente número 1”. O jogo aconteceu na Arena Barueri, com o Palmeiras como mandante, pela nona rodada do Brasileiro.
Na denúncia inicial, a Procuradoria enquadrou o Palmeiras com base no artigo 213 I (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: desordens em sua praça de desporto) do CBJD, e o São Paulo também por conta da atitude de seus torcedores, propriamente. A pena prevista é de multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil.
No último dia 1°, a Terceira Comissão Disciplinar votou por absolver os dois clubes, tendo marcado presença no julgamento apenas o advogado do Palmeiras, que alegou que esse tipo de atitude é imprevisível, mas que o clube tomou todas as providências para evitar a desordem. "Como é possível identificar o autor de uma cusparada?", indagou José Mauro Couto.
No Pleno, o Procurador Geral fez sua sustentação, rechaçando qualquer preliminar, como posto pelo jurídico do São Paulo em sua defesa. Em seguida, Paulo Schmitt afimou que o caso não foi debatido em primeira instância. "Agora pode cuspir nos jogadores?". Assim, pediu punição ao Tricolor Paulista.
O advogado do São Paulo, Carlos Portinho, destacou inicialmente em sua sustentação a preliminar de tempestividade do recurso, questionando o recurso da procuradoria, que teria sido feito fora do pazo. "Eu trabalho com o que tem nos autos". Após isso, no mérito o advogado afirmou que a questão está prejudicada, já que a procuradoria deveria ter recorrido também ao Palmeiras, quando apenas fez relação ao São Paulo, que era visitante. "O clube mandante também deveria estar incluído neste recurso", apontou Portinho.
Avalie esta notícia: 3 1
VEJA TAMBÉM
- Lucro absurdo: São Paulo alcança superávit financeiro multimilionário em 2025
- Craque é oferecido ao São Paulo mas diretoria recusa contratação! Confira
- EXCLUSIVO: Expulsões, demissões e guerra! São Paulo vive nova crise política
- Craque no Tricolor? São Paulo monitora a contratação de atacante ex-Barcelona
- Vai sair? Entenda a situação de Lucas Moura no São Paulo



Comentários

Nenhum comentario!
Enviar comentário
Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui.

Próximo jogo - Brasileiro

Dom - 16:00 - MorumBIS -
São Paulo
São Paulo
Bahia
Bahia
FórumEntrar

+Comentadas Fórum

Entrar

+Lidas Notícias

LogoSPFC.net
©Copyright 2007 - 2026 | SPFC.net