Após reclamações dos dois lados pela forma como o problema foi conduzido, os times se enfrentam dia 6 de junho, às 21h50 (de Brasília), no estádio Beira-Rio, no retorno do Campeonato Brasileiro, que parou para a disputa de jogos amistosos da equipe nacional. Apesar da questão envolvendo Oscar, o meia Cícero não considera que isto tornará o encontro entre as equipes mais tenso.

"Esta é uma questão da diretoria. Nós temos que fazer nossa parte dentro de campo e esquecer isso. É um caso que eles já resolveram, então temos que procurar esquecer se tiver esta rivalidade. Temos que focar nos 90 minutos dentro de campo", discursou o meio-campista.
Aos 18 anos, Oscar entrou na Justiça contra o São Paulo, alegando ter sido coagido a assinar um contrato de três temporadas quando tinha 16 anos, o que é proibido pela Fifa. Em junho de 2010, após conseguir uma liminar que o tornava dono de seus direitos federativos, o atleta acertou com o Internacional até 2016.
Em fevereiro deste ano, o São Paulo obteve uma liminar no TRT que tirou o jogador momentaneamente do Internacional. Após 47 dias afastado dos gramados, Oscar conseguiu habeas corpus e atuou na final do Campeonato Gaucho.
A disputa judicial entre os dois times se encerrou depois que Oscar reconheceu, por meio de uma petição entregue pelos seus advogados ao Tribunal Superior do Trabalho, a validade de seu contrato anterior com o São Paulo, e encaminhou o pedido de rescisão ao clube paulista.
Além do jovem armador, o time gaúcho conta com Dagoberto em seu elenco. Jogador do São Paulo até a temporada passada, o atacante reencontrará a equipe por onde atuou nos últimos quatro anos. "Tem tempo que não falo com o Dagoberto. Ele está fazendo o trabalho dele lá, tinha sua moral com o torcedor e agora está defendendo as cores do Inter. Mostraremos respeito por ele dentro de campo", avisou Cícero.