“Aqui, como diz o Jadson, tem que matar um Jadson por dia, não um leão”, brincou o técnico são-paulino, provando entrosamento com o reforço mais caro do clube na temporada. “Eu o elogiei até em treino. Ele tem feito bons jogos. Mas gosto que chegue um pouco mais na área para bater. Está muito preocupado em oferecer, precisa ter um pouquinho da veia egoísta de chutar a gol.”

A solicitação é feita pelo treinador desde fevereiro, após a estreia do atleta que passou os últimos sete anos na Ucrânia. Mas Leão aponta a paciência do Tricolor para aguardar a evolução do armador que custou R$ 9 milhões mais a cessão de 30% dos direitos econômicos do volante Wellington ao Shakhtar Donetsk.
“Às vezes, o atleta demora muito mais do que outro para se adaptar. Mas estamos com paciência, né? O Jadson está há quase seis meses no clube. E não está começando, sempre soube jogar. Ele não é um menino, uma criança. Saiu do Brasil menino e voltou um adulto”, comentou, recordando a saída de Jadson para o Leste Europeu com 21 anos em 2005.
“O Jadson está demorando, mas agora entendeu como o time precisa dele por 90 minutos. Ninguém quer retirá-lo, e ele não nos está dando chance de retirá-lo. Ele está muito mais adaptado ao Brasil, a São Paulo cidade e ao São Paulo equipe. E, principalmente, está entrosado com seu treinador”, ressaltou o técnico que quase sempre sacou Jadson e o deixou muitas vezes no banco, mas entende o processo do comandado.
“O comprometimento (na Ucrânia) é completamente diferente. Trabalhei no Japão e no Catar, você não se sente com o potencial todo exigido e acaba se desleixando. O pouco que você faz já é muito, acham que você é sabido, é bom. Aqui, a competição é completamente diferente, a exigência é maior, a quantidade de treinamentos também. Por isso demora mais e às vezes tem jogadores que nem conseguem (se readaptar). Mas minha obrigação é ajudar o atleta”, afirmou Leão.