
E, no atual momento em que nove atletas não estão à disposição do treinador, é que a versatilidade do curinga ganha ainda mais importância. Afinal, Cícero, que é meia de ofício, está próximo de completar um ano no clube do Morumbi e já atuou nada mais nada menos que como zagueiro, lateral, volante, atacante e até centroavante.
“O treinador sempre precisa de atletas com versatilidade por causa das baixas que o elenco sofre durante uma competição. Quando precisa de alguém, eu me ofereço de bom coração. Agora não é diferente. Tenho jogado mais como volante, mas estamos aí para o que precisar”, explicou o camisa 16, em um bate-papo ao MARCA BRASIL.
Cícero tem consciência que, se por um lado a polivalência é bem aceita pelo treinador, por outro nem todos conseguem interpretar as oscilações naturais de um curinga.
“Mesmo para quem costuma fazer uma única função, a oscilação é normal. Comigo é a mesma coisa. Talvez até um pouco mais”, avalia ele, que admite um desafio a mais para evitar uma queda de produção em meio às mudanças de função. “Se for para ter uma queda de rendimento, que ela seja mínima. E que consiga ajudar a equipe a buscar as vitórias. Isso é o que importa. Se o meu futebol aparece para a torcida ou não, tudo bem. O importante é dar minha contribuição para a equipe”, completa.
O perfil polivalente surgiu com naturalidade no estilo observador do camisa 16. “Desde o começo no futebol, sempre prestei muita atenção nas orientações dos treinadores aos companheiros de outras posições. Acho que assimilei isso”, completou Cícero, que até no carteado se mostra um curinga: “Jogar baralho não é a minha praia, mas até que eu me viro bem (risos).”