Durante a semana, Leão precisou falar muito mais do tiroteio com os dirigentes do que da partida. O clima voltou a esquentar após a derrota por 4 a 2 para o Botafogo na estreia do Campeonato Brasileiro e o técnico precisou vir publicamente dizer que não temia ser demitido e que não possui qualquer multa rescisória com o Tricolor, mas sabe que a diretoria ficaria sem argumentos para demiti-lo caso se classifique e não pretende voltar de Goiânia com outro resultado.
A vitória por 2 a 0 no duelo de ida permite uma derrota por um gol de diferença ou até dois, desde que o São Paulo marque ao menos uma vez. Por isso a equipe deve entrar precavida, mas sem se esquecer do ataque. O elenco sabe que se marcarem primeiro a situação dos goianos ficará muito difícil. "Eles provaram que não são bobos. Precisamos jogar com inteligência, fazer um ou dois gols e matar essa empolgação deles logo no início", analisou o meia Jadson.
O São Paulo tem os desfalques de Paulo Miranda e Denilson, mas é o volante quem mais preocupa Leão. Como não tem jogadores que desempenhem a função de marcadores à disposição, o técnico terá de escolher entre improvisar um atleta na função ou mudar o esquema tático para acomodar três zagueiros. Esta parece ser a opção mais viável e Bruno Uvini foi testado ao lado de Rhodolfo e Edson Silva. Caso decida não alterar a estrutura tática, Maicon é o mais cotado para ocupar o posto de titular.
Perto de conquistar a vaga, o Tricolor tenta também retomar definitivamente os dias de tranquilidade. Se Leão voltar de Goiânia classificado, certamente terá mais calma para trabalhar e poderá parar de responder se fica ou não no clube, algo que ele deve querer mais do que ninguém.
