
"Eu acho que quando um grupo de trabalho não está fechado com um clube que é superior, tem coisa errada. Nós fazemos parte de uma equipe. Quando uma pessoa não gosta do seu trabalho, tem todo direito. Às vezes não gosto de alguns também, é normal. Eu me exponho, falo a verdade sempre e não preciso estar em penumbra nenhuma. Para resolver, o melhor é o diálogo, e por isso há várias salas nesse CT. O mais importante é o que a torcida sabe, que estamos trabalhando pelo São Paulo. Nada me segura aqui, a não ser a vontade do São Paulo. O São Paulo não precisa me pagar nada de multa, nem eu para ele", declarou Leão durante a entrevista desta terça-feira.
Ao ser indagado o que poderia fazê-lo sair da equipe, Leão disse que "dez derrotas seguidas me tirariam [do cargo], aí não tem conversa. Eu caio, você cai, cai todo mundo".
Nesta terça-feira, o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Batista, negou que o treinador corre risco de demissão em caso de eliminação. "O Leão sabe que a diretoria do São Paulo privilegia o trabalho dele", disse o dirigente em entrevista à Band.
O treinador e a diretoria são-paulina trocaram algumas declarações em virtude da questão de reforços. Por conta de lesões, convocações, suspensões, além da perda de Denilson, que retorna ao Arsenal no meio do ano, tem pedido reiteradamente novas contratações. Mas a direção faz questão de frisar que não acha que necessário a chegada de reforços.
Além da questão de reforços, Leão também não gostou do comportamento da diretoria do São Paulo, que afastou Paulo Miranda dos jogos contra a Ponte Preta. Os dirigentes da equipe avisaram o jogador momentos antes do primeiro jogo contra a equipe de Campinas pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Porém, assim que a diretoria liberou o jogador, Leão o escalou como titular.