À prova de fofoca, Leão cita covardia e avisa: "Nada me segura aqui"

Fonte Gazeta esportiva.net
A entrevista coletiva de Emerson Leão nesta terça-feira durou cerca de 27 minutos, e respondeu tranquilamente sobre sua situação no São Paulo. Embora admita as desavenças que estão expostas há três semanas, desde o afastamento de Paulo Miranda, o técnico avisa que não se preocupa com a discordância dos dirigentes em seu trabalho. Garante trabalhar indiferente a rumores e lembra: não tem multa rescisória para romper o contrato com duração até o fim do ano.

“Nada me segura aqui, a não ser a vontade do São Paulo, mesmo porque não precisa pagar absolutamente nada de multa. E nem eu para eles”, reforçou o comandante, dizendo que considerar sua postura de “paz e amor” é exagero. “Amor é importante. Paz, melhor ainda. Covardia, não.”
As maiores desavenças são com Adalberto Baptista. Nesta terça-feira, o diretor de futebol ficou esperando Leão sair de sua entrevista e o cumprimentou com sorriso e tapas nas costas, enquanto o ex-goleiro seguia para os vestiários falando pouco. Adalberto, publicamente, assegura que não haverá troca no comando do time, apesar de ressaltar discordâncias com o trabalho do técnico.
“Ideal nunca é (ter fofoca), né? Se um cara fala que viu sua menina dando mole, atrapalha? Se você confia, não. Se desconfia, sim. Mas não desconfio do meu trabalho, tenho confiança. Fofocas são fofocas”, minimizou Leão, exaltando sua postura de não se recusar a dar entrevistas e ressaltar que diz a verdade sempre.
“Fiquei sabendo que o Adalberto deu entrevistas dizendo que, por enquanto, não existia nada disso, e eu já disse que sequelas não existem. Divergências, não devia haver. Existem certas coisas que você não concorda, que discorda mais veementemente em um ambiente de trabalho. Como resolvemos? Pelo diálogo franco com a diretoria. E existem várias salas aqui para isso”, falou Leão, que já disse considerar a diretoria “muito grande” – além do presidente Juvenal Juvêncio, existe ainda o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes.
O técnico crê ocupar um “cargo de confiança”, e acha correto ser demitido ou pedir demissão quando não houver mais confiança. Mas não aceita ouvir que está “prestigiado”. “As pessoas têm o direito de não gostar do seu trabalho. Às vezes, não gosto de alguns diálogos também. Isso é normal. Monótono seria se todos gostassem das mesmas coisas”, afirmou.
“Eu me exponho, falo a verdade e não preciso estar em penumbra nenhuma. O ser humano cidadão que presta esclarecimentos, os presta de forma total, não precisa ficar pelo meio do caminho. O mais importante é o que a torcida sabe: estamos aqui para trabalhar para o São Paulo”, definiu.
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