Depois de guerrear com os cartolas por conta do zagueiro Paulo Miranda, o treinador, tão logo teve a liberação de Juvenal Juvêncio para escalar o camisa 13, o recolocou no time titular. E, por mais que o defensor não tenha sido o principal culpado pela derrota no Rio de Janeiro, mais uma vez, teve falhas.
Nesse cenário, alguns dirigentes entendem que Leão tem escalado o jogador apenas por birra. Assim, a situação do comandante se complica e só a classificação às semifinais da Copa do Brasil pode manter o técnico no cargo.
Contudo, após o fracasso no Engenhão, Emerson Leão não quis falar entrar no mérito e, mesmo com a derrota por dois gols, ainda fez questão de enfatizar que o Botafogo é inferior ao São Paulo.

“É difícil digerir um resultado assim quando você tem absoluta certeza que o adversário é inferior a você”, analisou o técnico.“Nós puxamos a derrota e ela veio. Poderíamos ter feito três ou quatro gols. Acidentes aconteceram, como o pênalti duvidoso, uma falta de longa distância e um erro na entrada da área”, lamentou o comandante são-paulino, que foi infeliz também nas alterações.
Primeiro, tirou o meia Jadson, que fazia um grande jogo, para a entrada de Fernandinho, que nada produziu. Depois, colocou Maicon que, em seu primeiro lance, entregou de bandeja o quarto gol — o meia entrou na vaga de Casemiro, que também não foi bem.
“Temos de pegar aquilo que desmoronou e reconstruir para jogar na quarta-feira (contra o Goiás, em Goiânia, pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil)”, complementou Emerson Leão, que chegou ao clube do Morumbi em outubro do ano passado e tem contrato até o fim de 2012.