Quem não viu o jogo pode pensar que o Botafogo foi muito melhor do que o Tricolor, o que não é verdade. A partida chegou a estar nas mãos são-paulinas, mas uma sucessão de erros tiraram três importantes pontos logo no início do Campeonato Brasileiro.
Erros que poderiam não acontecer se os que comandam o clube e o time pensassem da mesma forma. Paulo Miranda joga como um aluno que precisa tirar nota 10 na última prova do ano para não ser reprovado. O zagueiro sabe que não pode errar nada. A ansiedade por acertar, o fez cometer pênalti um pênalti decisivo na partida no Engenhão.
O camisa 13 é o centro do racha entre técnico e dirigentes. Mas outros capítulos da guerra também atrapalham. Osvaldo, por exemplo, poderia ter sido muito útil.

Atrás no placar, o veloz atacante era melhor opção para tentar buscar o resultado na segunda etapa. Não entrou porque nem viajou pro Rio de Janeiro. Leão deixou Osvaldo fora dos relacionados pelo segundo jogo seguido. A diretoria gastou mais de R$ 4 milhões e fica na bronca em não vê-lo em campo.
Se Jadson não sentiu ou cansou, não há explicação para Leão o ter tirado de campo, já que o meia fazia seu melhor jogo desde que chegou.
A diretoria não tira Leão porque acha que as chances de conquistar a Copa do Brasil serão menores com uma mudança agora. Leão não pedirá para sair porque se baseia em seu aproveitamento no ano (mais de 70%) para justificar o trabalho. E também não dará o braço a torcer.
Mas o clima é insustentável. E isso pode custar muito caro ao São Paulo.