De Vitor Birner
Botafogo 4×2 São Paulo
O time de Osvaldo de Oliveira errou bastante na parte ofensiva, mas bem menos que a equipe malpreparada por Émerson Leão.
O São Paulo deu espaço entre o meio e a defesa, tal qual acontece desde o começo da temporada, falhou na marcação da jogada aérea, Paulo Miranda fez pênalti tolo e Maicon, colocado pelo técnico para melhorar a saída de bola falhou nisso.
O Glorioso soube aproveitar.
Seu treinador foi bem ao colocar Herrera no lugar de Loco Abreu.
O argentino acabou como o melhor em campo.
Ambas as equipes têm bastante trabalho pela frente se pretendem ir bem no brasileirão.
Escalações
Botafogo – Jefferson; Lucas, Brinner, Fabio Ferreira e Marcio Azevedo; Jadson, Renato, Fellype Gabriel (Lucas Zen), Vitor Junior (Gabriel) e Maicosuel; Loco Abreu (Herrera). Técnico: Oswaldo de Oliveira
São Paulo: Denis, Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro (Maicon), Cícero e Jadson (Fernandinho e Lucas; Luis Fabiano. Técnico: Émerson Leão
Tradicionais erros de Osvaldo de Oliveira
O Glorioso armou a tal ‘blitz futebolística’ no começo do confronto.
Pressionou a saída de bola na área do goleiro Denis e complicou a vida dos visitantes por alguns minutos.
Gosto da estratégia, mas ela exige alguns cuidados especiais.
Quem adianta a equipe necessita muita atenção com o contragolpe, especialmente se o adversário tiver um meia ou atacante veloz e competente nesse tipo de lance.
As equipes dirigidas por Osvaldo de Oliveira costumam errar mais que a média na parte defensiva.
De novo aconteceu
Lucas aproveita
O Glorioso começou com Jadson, Renato e Fellype Gabriel como volantes.
O último atuou na esquerda e precisou se desdobrar entre a cobertura do espalhafatoso lateral Márcio Azevedo, que na verdade marca mal e costuma apoiar bastante (é um ala, não lateral), e a ajuda na criação.
Maicossuel, na direita, e Vitor Junior, centralizado, foram os principais responsáveis pela articulação dos lances de gols.
Depois de Luís Fabiano perder um gol e Vitor Jr, no contra-ataque, outro, o Botafogo pagou o preço pelo erro ingênuo na formação do sistema defensivo.
Jadson, o volante botafoguense, precisava cuidar do xará, meia são-paulino.
Renato ficou de olho nos avanços de Cortez e Cícero.
Fellype Gabriel e Márcio Azevedo deram espaço demais para Lucas.
Permitiram que o são-paulino dominasse a bola e ficasse de frente para quem o marcava.
Aos 11, ele driblou o adversário e cruzou para Jadson fazer 1×0.
São Paulo, melhor
O Botafogo estava melhor até sofrer o gol.
Depois não conseguiu marcar mais a saída de bola, perdeu a posse dela e o São Paulo e foi superior até o fim da etapa inicial.
Cortez, de frente para Jeferson, e Lucas, de cabeça, perderam boas oportunidades.
Vitor Jr assustou Denis uma vez. Chutou de fora da área, com liberdade. Aproveitou o malposicionado, esburacado, sistema defensivo armado pelo fraco Émerson Leão.
Osvaldo de Oliveira, correto
O treinador mexeu no time para o segundo tempo.
Trocou Abreu, que estava isolado na frente, por Herrera.
O substituto é não tem muita qualidade técnica, mas é guerreiro, se mexe bastante, e o faz de forma inteligente.
Além de ajudar a pressionar a saída de bola, a movimentação do ex-atacante de Grêmio e Corinthians podia procurar as lacunas entre o meio-campo e a linha de zaga do rival.
Botafogo aproveita show de erros de Leão
O Glorioso mandou no segundo tempo.
Desde o primeiro minuto mostrou disposição e inteligência para virar.
Tirou proveito do show de horrores defensivos do time ‘preparado’ por Leão.
Aos 4, o lateral Lucas cruzou e Herrera, de cabeça, igualou.
Apesar de ser o comandante do ataque, recebia a marcação do lateral Douglas, porque Paulo Miranda não estava nele.
Aos 7, Herrera, de fora da área, chutou com liberdade ( o São Paulo permitiu isso várias vezes), Denis rebateu e Márcio Azevedo perdeu a chance de virar.
Fraco na bola aérea
O Botafogo também peca demais na marcação dos cruzamentos.
Deixou Luís Fabiano cabecear duas vezes, livre.
Jeferson fez uma baita defesa numa e o centroavante foi mal na outra. Facilitou a intervenção do goleiro.
Entre os lances, o São Paulo retomou a vantagem no placar.
Aos 16, Jadson cruzou, o Fabuloso, na segunda trave, tentou cabecear para o meio, a redonda bateu no zagueiro Brinner e terminou no gol.
Não dá para o Botafogo disputar o campeonato brasileiro falhando assim. Estava melhor e poderia ter perdido pontos por causa da deficiência.
Show de horrores de Leão continua
Dessa vez, o Alvinegro não caiu de rendimento após ficar em desvantagem.
Continuou pressionando e apostando no monte de defeitos defensivos do rival.
Aos 20, Paulo Miranda, titular absoluto do treinador, cometeu pênalti tolo, desnecessário, em Herrera. O centroavante cobrou com perfeição e empatou.
Aos 27, o Botafogo balançou a rede pela terceira vez. Vitor Jr cobrou a falta, a bola desviou na barreira e enganou Denis, que ficou sem chance de evitar o gol.
Leão, vendo sua equipe atrás no placar, situação inédita até aquele momento, decidiu alterar o time.
De novo tomou péssimas decisões.
O São Paulo não tinha posse de bola e era incapaz de fazer a transição da defesa ao ataque com ela no chão.
Precisava trabalhá-la na frente para empatar.
Eis que o treinador tirou Jadson, um dos melhores do time, e colocou Fernandinho. Era óbvio que isso aumentaria a dificuldade de ficar a redonda e o espaço entre o meio e o ataque.
Também trocou Casemiro por Maicon no intuito de melhorar a saída de bola da defesa.
Aos 32, Maicon errou um passe atrás e Herrera fez 4×2.
Osvaldo de Oliveira tirou Fellype Gabriel, botou Lucas Zen, fortaleceu a marcação do Botafogo e garantiu a merecida vitória botafoguense.
Claríssimo
As decisões dos treinadores pesaram bastante no resultado.
Botafogo erra bastante, mas aproveita show de horrores preparado por Leão e consegue merecida vitória
Fonte Blog do Birner
20 de Maio de 2012
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