Com apresentações consistentes e um golaço marcado no jogo da última quarta-feira, contra o Goiás, o lateral-direito caiu de vez no gosto da torcida.
A esperança é de que ele consiga ocupar o espaço deixado pelos ídolos do passado. Desde 2007, quando Ilsinho foi contratado pelo ucraniano Shakhtar Donetsk, nenhum jogador — nem mesmo Cicinho e o próprio Ilsinho (ambos voltaram ao clube) — agradou.
“Trabalho muito para isso, conquistar o meu espaço o mais rapidamente possível. A cada dia ganho confiança para alcançar a meta”, disse Douglas, em entrevista ao DIÁRIO.
Após pouco mais de três meses em São Paulo, o jogador se diz adaptado à cidade. Mas nem sempre foi assim.
“No início, era um pouco difícil. Não conhecia ninguém e nenhum lugar. Meu filho (de 1 ano) também estranhou. Mas agora estou adaptado”, garantiu o lateral, que, nas raras folgas, visitou o Parque do Ibirapuera e o zoológico da capital. “Gostei dos dois”, disse.
E o segredo para o alto astral do jovem de 21 anos é a família. Nascido em Monte Alegre, em Goiás, ele conserva o jeito tímido e aproveita o tempo livre com os parentes. “Quando posso, fico com a família, o alicerce de tudo na vida”, afirmou o camisa 23 são-paulino.
Não é de hoje que Douglas conta com o apoio dos familiares. Quando deixou sua cidade natal para tentar a sorte em Goiânia, ele teve o apoio do pai. “Na época em que eu jogava no Goiás, ele passou a trabalhar no clube para ficar comigo”, disse.

Ele só pensa agora em conquistar cada vez mais a torcida, esperançosa com seu futebol.
DIÁRIO_ Qual jogador do São Paulo ajudou mais na sua adaptação desde que chegou?
DOUGLAS_ Todos os jogadores me ajudaram. Mas o Rhodolfo mora no mesmo condomínio que eu e atua no mesmo lado do campo. Por isso, conversamos mais. Ele me dá muita confiança durante os jogos.
Você ficou três meses em recuperação de uma lesão no púbis. Quando voltou, disse que sentia dores na hora de dar pique. E agora, como está?
Hoje, estou 100% para defender o São Paulo. E ganhando cada vez mais moral.
Você tem uma relação estreita com o Goiás, time pelo qual começou a carreira. Contra o Botafogo, também vai querer mostrar serviço?
Há três meses, o Goiás era o meu único clube. Devia tudo a eles. Ainda levo comigo coisas que aprendi lá. Mas procuro fazer o meu trabalho da mesma maneira em todos os jogos. Não fico escolhendo o adversário.