Emerson Leão não era unanimidade na diretoria de futebol ao ser contratado, há sete meses, por isso ouviu que sua função não era indicar reforços, mas treinar o time. Os problemas entre o técnico e os dirigentes, contudo, ficaram expostos com o afastamento de Paulo Miranda. E segue com a necessidade de reforços apontada pelo ex-goleiro.
O treinador gostaria que o veto ao zagueiro, imposto pelos dirigentes, servisse de lição. “Todos saímos derrotados, mas podemos ser vencedores quando a inteligência não tiver seu lugar tomado por outra coisa. Inteligência não ocupa espaço”, indicou, sorrindo, ciente de que os atletas ficaram ao seu lado e não gostaram da decisão da diretoria com seu colega.
O comandante deseja mais cumplicidade de seus superiores. Em campo nesta temporada, o time, embora eliminado na semifinal do Campeonato Paulista pelo Santos, já igualou o recorde de vitórias consecutivas da história do clube (11) e está próximo de conquistar vaga nas semifinais da Copa do Brasil.
O ex-goleiro, porém, chegou ao clube por decisão do presidente Juvenal Juvêncio – como sugestão do ex-superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha –, a contragosto do vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes e o diretor de futebol Adalberto Baptista. Este último é quem mais bate de frente com o técnico, exigindo o afastamento de Paulo Miranda e chegando a falar asperamente com o treinador em meio a um intervalo de coletivo, no meio do gramado do CT da Barra Funda.
Durante o tempo em que seu zagueiro titular ficou barrado, Leão passou a repetir que não indicou nenhum contratado que chegou – incluindo Paulo Miranda – ou que chegará. E tem ressaltado em todas as suas entrevistas coletivas a necessidade de reforços para a disputa do Brasileiro.
“Temos um índice muito alto, principalmente aqui dentro (do Morumbi). Isso fala por si só. Se puder melhorar? Ótimo. Se puder agregar fatores positivos, mais atletas, estamos sempre abertos. Sempre tem vaga para o bom atleta”, comentou. “Quero e espero que cheguem mais atletas para nos ajudar”, completou.
Mas os dirigentes, publicamente, mantêm a discordância em relação ao pedido por novos jogadores. “Quando a diretoria achar que é necessário contratar, vamos atrás. Quem contrata é a diretoria e sempre foi assim. Se acharmos que precisamos, buscaremos atletas”, falou Jesus Lopes, como resposta à cobrança de Leão.
Após caso Paulo Miranda, Leão avisa: "Inteligência não ocupa espaço"
Fonte Gazeta Esportiva
17 de Maio de 2012
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