No sábado, por volta de 12h, tive uma boa conversa com o esclarecido Bruno Uvini. O zagueiro, que volta a São Paulo nesta segunda-feira, e pode continuar no Tricolor, me falou sobre o estilo de treino no Tottenham (ING), onde esteve nos últimos quatro meses:
- A única diferença é que no Brasil tem coletivo, o que aqui não fazem. É um treino mais curto, de pouca duração, mas muito intenso. Jogo de campo reduzido quase todos dias. Praticamente um físico e técnico juntos, em que você faz físico sem perceber.
- Academia fazemos bem pouco, faz mais quem quer. Não tem obrigação, como é no Brasil. Cada um que cuida de si. Procuro fazer fortalecimento, para não machucar ou ter problema muscular – completou Uvini, que procurar manter a preparação também “puxando ferro”, como se diz no popular.
A declaração do zagueiro vai ao encontro do que este blog defende. Não só este blog, mas estudos e especialiastas. Hoje, no futebol, sem muito tempo para treinos – já que muitas vezes mais se recupera -, é preciso aproveitar ao máximo as atividades. Simular exercícios em que se consegue trabalhar mais de uma capacidade é o ideal. No caso do Tottenham, como acontece na maioria dos clubes europeus, é isso que se busca com jogos reduzidos. O jogador treina a parte técnica, mas também tem exigências físicas. Nos coletivos também, mas com menos intensidade e frequência de participação.
Em entrevista com Rogério Ceni, o goleiro disse que na Espanha também viu algo semelhante. Passou por Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Em todos viu trabalhos intensos e de curta duração. Importante, porque simula o que ocorre no jogo. Este é o caminho, mas no Brasil muitas comissões técnicas não pensam assim e ainda fazem exercícios técnicos isolados.
Musculação é importante, mas para prevenção e direcionada de acordo com a necessidade do atleta. Ficar livre, como acontece na Europa, não vejo como sendo ideal. No Brasil o trabalho de fortalecimento, na maioria das vezes, é bem realizado. Procura-se tentar evitar lesões, preparar um jovem (em formação) e ganhar força para executar bem certos aspectos, como arranque, resistência, impulsão, entre outros pontos.
Bruno Uvini conta como se treina na Europa
Fonte lancenet
13 de Maio de 2012
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