“O grito por raça nos motivou e muito para o primeiro, o segundo e o terceiro gol saírem. Eles estavam certos. No lugar dele, eu também pediria raça por termos levado gol”, concordou Rhodolfo. “Eles queriam que mostrássemos mais do que mostrávamos e nos ajudaram na hora difícil. Nestas horas, o fator casa ajuda muito. Parabéns para a torcida que veio e apoiou”, continuou o zagueiro.
Ainda no primeiro tempo, logo após o Tricolor virar o placar, o grito de “raça” foi trocado pelo canto “Arerê, São Paulo eu acredito em você”, entoado por menos pessoas do que a cobrança inicial. Quando Luis Fabiano fez o terceiro gol, o apoio tornou-se total. “A torcida foi um 12º jogador, em nenhum momento deixou de acreditar”, falou o centroavante.
O cenário mudou tanto com o gol do camisa 9 que os torcedores passaram a vaiar qualquer tentativa de ataque da Ponte Preta e aplaudiram todas as substituições promovidas por Emerson Leão depois do tento, como um agradecimento a Casemiro, que empatou o jogo, e Bruno Cortez, que deu a assistência para Luis Fabiano.
Também apoiado, Leão concorda que os são-paulinos pediram raça como um auxílio à sua equipe. “Perdendo em casa, todos buscam uma fórmula para ajudar. Talvez a torcida tenha encontrado nesta palavra, que é múltipla e serve para tudo, um meio de se comunicar. O perigo é confundir raça com agressividade e atender o pedido de super-raça, receber um super-vermelho e o time ficar com um a menos”, indicou.
O treinador, contudo, só discorda que o time não demonstrou vontade enquanto esteve perdendo nesta quinta-feira, no Morumbi. “Acho que a melhor coisa que temos é uma transpiração acentuada. Por isso, ás vezes preciso tirar alguns jogadores nos último 15 minutos que excederam demais e se cansaram. Isso não faltou”, assegurou o comandante.