Nos últimos 12 dias, o São Paulo mostrou que até um time recordista pode encarar uma crise capaz de mudar os planos que davam certo. A eliminação na semifinal do Campeonato Paulista, para o Santos, gerou um trauma que motivou a intervenção da diretoria ao afastar Paulo Miranda e uma derrota para a Ponte Preta, em Campinas, que pode pôr fim já nesta quinta-feira aos objetivos do Tricolor no primeiro semestre.
No Morumbi, às 21h50 (de Brasília), a equipe anfitriã precisa ganhar da Macaca por dois ou mais gols de diferença para não ser eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil – se devolver a derrota por 1 a 0 que sofreu no Moisés Lucarelli, a definição do adversário do Goiás nas quartas de final ocorrerá nos pênaltis.
Somente a classificação recolocará paz em um ambiente que, há um mês, era de alegria quando os comandados de Emerson Leão igualaram a maior sequência de vitórias da história do clube com 11 triunfos consecutivos. Tarefa complicada que pode se tornar possível caso a situação leve o time ao desespero.
“Temos que ganhar com inteligência”, indicou o técnico, que trata de considerar normal o placar que daria a vaga à sua equipe. “O São Paulo carrega um peso muito bom, adorável, de se acostumar a grandes conquistas. A vantagem relativa do adversário é proporcional, mas o São Paulo tem tradição e bola para superá-los.”
A qualidade escolhida pelo chefe está na repetição da escalação que iniciou a derrota em Campinas na semana passada, com Fernandinho no esquema de três atacantes que mantém Jadson no banco. Na defesa, Douglas segue como titular, já que Piris não foi nem relacionado, e Paulo Miranda cumpre seu provável último jogo dentro do veto da diretoria, sendo substituído mais uma vez por Edson Silva.
Ciente de que um fracasso pode trazer consequências mais radicais até do que uma possível saída de Emerson Leão, o time tenta entrar em campo esquecendo-se dos tropeços recentes e dos problemas como a imposição do afastamento de Paulo Miranda a contragosto do treinador.
“Não vamos ficar nos preocupando com coisas que não voltam mais. Precisamos olhar o que não deu certo, os erros, mas não adianta ficar lamentando. O que passou, passou, vira a página. A derrota serve para aprendermos e corrigirmos. Temos que correr atrás do prejuízo”, indicou Luis Fabiano, ressaltando o aspecto decisivo da partida. "Agora jogamos nosso futuro dentro do ano e temos que ganhar de qualquer jeito. Precisamos ter consciência de que é tudo ou nada."
No Morumbi, São Paulo busca paz e classificação contra a Ponte Preta
Fonte Gazeta Esportiva
10 de Maio de 2012
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