“Nós tínhamos 35 árbitros disponíveis para o sorteio na primeira divisão. Em 2013, a nossa ideia é trabalhar com apenas 20 nomes”, diz o comandante da arbitragem paulista.
A justificativa da mudança é que árbitros mais gabaritados perderam espaço com o aumento do quadro de árbitros. O Coronel Marcos Marinho admite a importância da renovação dos apitadores, mas percebe que os experientes devem continuar com o prestígio maior.
“Nós tivemos exemplos de árbitros menos famosos que tiveram muita felicidade no sorteio e apitaram 10 ou mais partidas. E aí você pega um nome como o Luiz Flávio de Oliveira, aspirante à Fifa, que trabalhou só em cinco”, compara.

Na edição de 2012, a comissão de arbitragem da FPF também fez um balanço negativo da mudança de posicionamento dos árbitros adicionais, que ficaram mais próximos dos assistentes para preservar o percurso habitual dos árbitros (em diagonal). Alguns lances decisivos passaram despercebidos.
“Tivemos um erro no jogo entre Portuguesa e Bragantino (pela quarta rodada, em Bragança Paulista) em que a bola entrou (em uma finalização de Maylson aos 40 minutos do segundo tempo) e o árbitro adicional teria visto o lance se estivesse no lado do ano passado”, explicou Marcos Marinho.
Ainda assim, a FPF acredita que o seu quadro de apitadores segue em alta. A entidade comemora os pedidos de outras federações para a presença de seus árbitros nas finais dos Estaduais por todo o Brasil. “Tivemos solicitações de vários lugares, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas e MG”, citou Marcos Marinho.