Estudo aponta endividamento 208% maior do São Paulo na era Juvenal

Fonte Gazeta Esportiva
Em meio às críticas pelo afastamento de Paulo Miranda da concentração no dia do jogo contra a Ponte Preta, Juvenal Juvêncio tem mais um fator a ser contestado em sua gestão. Desde o momento em que iniciou seu atual período na presidência do São Paulo, em 2006, o clube aumentou seu endividamento em 208%.
Em análise divulgada pela consultoria Pluri, o endividamento do Tricolor passou de R$ 51,6 milhões há seis anos para R$ 159 milhões de acordo com o balanço patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 2011. De 2010 para 2011, o crescimento foi de 52%. O relatório indica que boa parte do aumento se deve a contas de empréstimo e financiamento.
Os comentários da consultoria ainda apontam outros números pouco animadores. O crescimento nas receitas do clube foi de apenas 15% - era de R$ 195 milhões em 2010 e passou para R$ 225 milhões em 2011. O clube se mantém como o segundo maior arrecadador do Brasil, mas teve o quarto menor aumento neste quesito entre as principais equipes do País.
O incremento no que é arrecadado pela equipe do Morumbi veio através dos direitos de transmissão, marketing e do clube social – a conta de publicidade e patrocínio cresceu 56%. Houve um decréscimo, entretanto, na receita de sócio-torcedor, venda de jogadores e bilheteria.

O fraco desempenho do time em campo também é demonstrado de maneira decepcionante em termos financeiros. Para cada um dos 124 pontos conquistados na temporada passada – o São Paulo teve 59% de aproveitamento em 2011 –, foram gastos R$ 1.176.476, 00.
As despesas têm aumentado à medida que a apreensão na busca por títulos cresce. O São Paulo não é campeão desde a conquista do Campeonato Brasileiro de 2008 e, nas últimas três temporadas, muitas reformulações no elenco foram executadas, com a passagem de seis técnicos no período (Muricy Ramalho, Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani, Adilson Batista e Emerson Leão), além do coordenador técnico Milton Cruz, comandante interino na transição entre os treinadores.
As estatísticas são mais um argumento para os opositores de Juvenal Juvêncio. O presidente se mantém no cargo desde 2006 e, em abril do ano passado, foi reeleito com 163 votos e somente sete contrários. Sua condição de mandatário, porém, é contestada na Justiça, embora os advogados da situação minimizem as tentativas de tirar o dirigente do poder antes de 2014.
O conselheiro vitalício Edson Lapolla, contudo, tem aproveitado o momento para destacar suas contestações à gestão. Candidato derrotado por Juvenal em 2011, Lapolla chegou a falar em pedir a prisão do presidente por conta de seus erros administrativos, além de criticar homens de confiança como Milton Cruz e o diretor de futebol Adalberto Baptista.
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