Sua maior conquista, até hoje, foi o título paulista do interior em 2009. Mesmo assim, a Macaca tornou-se a maior ameaça ao projeto do São Paulo para 2012. Adversário desta quinta-feira, pela Copa do Brasil, o time de Campinas pode colocar a perder tudo o que o Tricolor construiu neste primeiro semestre.

Até o final do mês passado, o São Paulo estava rindo à toa com seu desempenho. Dono de uma das melhores campanhas no Paulistão, o Tricolor conseguiu repetir seu recorde histórico de vitórias consecutivas: 11, igualando os desempenhos de 1943 e 1982.
Além disso, seu ataque era um dos mais eficientes. A boa fase começou a mudar com a perda da liderança na última rodada classificatória do estadual e a eliminação na semifinal, diante do Santos. Na sequência, a derrota para a Ponte só agravou a situação.
Como o São Paulo perdeu o jogo de ida das oitavas de final por 1 a 0, precisa vencer por dois ou mais gols de diferença nesta quinta para assegurar sua permanência no torneio. Se devolver o placar do primeiro duelo, a decisão vai para os pênaltis. Um empate dá a vaga para a Macaca. “Temos consciência de que este é o jogo do ano para nós”, reconhece o meia-atacante Lucas.
Apesar disso, ele não considera que a eliminação possa se concretizar. “Não penso nessa possibilidade. Meu pensamento está apenas na vitória.”
Lições valiosas/ Das duas derrotas consecutivas, o São Paulo tirou um aprendizado elementar, mas fundamental. “Precisamos matar o jogo na hora certa. Não desperdiçar oportunidades. É como diz o ditado: quem não faz gol toma”, filosofa o meia-atacante.
Para segurar a Ponte, o Tricolor promete evitar as falhas que cometeu no primeiro encontro. “O gol que eles fizeram na quarta-feira foi no contra-ataque e temos de ficar atentos a isso para ganhar a vaga. Eles vão jogar em cima dos nossos erros e nós, em casa, temos obrigação de partir para cima.”
Ainda sem ter conquistado qualquer taça desde que subiu para a equipe principal, em 2010, Lucas minimiza a pressão sobre o clube. A torcida são-paulina não comemora um título desde 2008. O último foi o do Campeonato Brasileiro daquele ano. “Pressão sempre vai existir. O São Paulo é time grande, com uma tradição de títulos, que não estão acontecendo”, reconhece. “Mas a gente não pode entrar em campo com esse pensamento”, conclui.