“(A Copa do Brasil é) Um título que almejamos até mais que o Campeonato Paulista, por nos levar para a Libertadores”, disse o camisa 22 ao site oficial do clube, em suas primeiras palavras desde o frango no clássico – sempre solícito às entrevistas, Denis deixou o Morumbi no domingo sem falar com nenhum jornalista depois do jogo.
Ao contrário do que ocorreu com Julio Cesar e Deola, colegas de Corinthians e Palmeiras, respectivamente, que se tornaram reservas depois de falhas que custaram as vagas de seus times no Estadual, o arqueiro do Tricolor foi mantido pelo treinador na equipe que enfrenta a Ponte Preta, seu ex-time, nesta quarta-feira, no Moisés Lucarelli, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Um confronto comemorado por ser a chance de apagar o quanto antes a má imagem deixada no San-São no Morumbi. “Estou me preparando muito bem. Fiquei triste pelo o que aconteceu, mas já passou, ergui a cabeça. Deixei no passado. Agora tenho que pensar na Ponte Preta, que será um jogo muito importante”, afirmou.
Denis atuou em todas as 24 partidas do time nesta temporada em substituição a Rogério Ceni, que operou o ombro direito em janeiro e deve voltar a ficar à disposição somente no fim de julho. A torcida, contudo, gritou o nome do titular logo depois do “acidente de trabalho” do responsável por defender a meta do Tricolor.
Reação que não abala Denis, assim como a frustrante queda nas semifinais do Paulista. “Nada melhor que um jogo já amanhã (quarta-feira) para eu mostrar a todo que foi um acidente mesmo. Tenho de procurar jogar da mesma maneira que fiz no decorrer do Paulista, quando o time conquistou 11 vitórias seguidas. Vai ser uma partida de aprovação”, definiu.