A assessoria de imprensa do São Paulo se responsabilizou pelo fato. Os profissionais afirmam que se confundiram em relação às atividades do elenco e, quando foram buscar algum atleta para atender aos jornalistas, todos os jogadores já tinham ido para casa.

Coube, então, ao vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes dar explicações sobre o tropeço no Morumbi, a avaliação dos primeiros meses da temporada e a sequência do ano – o time está nas oitavas de final da Copa do Brasil (enfrenta a Ponte Preta na quarta-feira) e se prepara para o início do Campeonato Brasileiro.
Os jogadores, por sua vez, não deram nem as caras. Quem não foi titular no San-São participou de jogo-treino com o time sub-20 do Juventus pela manhã e à tarde, já com os que iniciaram o clássico, realizaram trabalhos de recuperação física. Todas as atividades com veto ao acesso da imprensa.
Nem mesmo jogadores que não tinham condições de enfrentar o Peixe, como Luis Fabiano, que estava suspenso, apareceram para falar. E o torcedor não pôde saber nem no dia seguinte ao tropeço alguma explicação para a terceira eliminação seguida para o Santos em semifinais de Campeonato Paulista.
Entre os poucos que se explicaram ainda no campo do Morumbi, Rhodolfo exaltou a qualidade do time e, ao lado de Paulo Miranda, exigiu que a equipe não abaixasse a cabeça por conta da derrota. Já Denis, que errou ao espalmar para dentro da meta um chute despretensioso de Neymar e sentenciou a eliminação, correu para os vestiários e ainda não se manifestou mesmo para pedir desculpas.
Até o momento, os únicos que tiveram paciência para dar entrevistas coletivas depois da eliminação foram Emerson Leão, logo depois do clássico, e João Paulo de Jesus Lopes, nesta segunda-feira. Ambos com discurso de evitar revoluções. Embora um treino sem entrevistas seja raro em qualquer clube, mesmo depois de uma derrota.