A situação contraditória, dentro do São Paulo, na contração de Paulo Miranda
Fonte Birner/Uol
30 de Abril de 2012
Paulo Miranda é titular desde o primeiro treino da temporada.
Se machucou antes da estréia da equipe no paulistinha e assim que recuperou a condição física formou a dupla de zaga principal.
Os erros tolos em vários jogos contra equipes pequenas e fracas, de poderio ofensivo minúsculo, não ameaçaram o lugar dele ao lado do bom zagueiro Rhodolfo.
Edson Silva, por exemplo, poderia ter recebido mais chances. Disputou pelo Figueirense um Brasileirão melhor que o do companheiro no Bahia.
Alguns clubes se interessaram pelo então defensor do Figueira, entre eles o próprio Santos, mas o São Paulo ganhou a concorrência.
No Morumbi, ainda não teve a tal ‘sequência de jogos’ para disputar a posição. Não se trata de um jogador de alto nível técnico.
Depende da força física, tal qual Ronaldão e Fabão, ambos com rica história no clube, e da proteção do meio-campo para atuar na sobra, como rebatedor.
Em suma, tem seus limites técnicos bem claros, todavia é mais útil que Paulo Miranda, inferior ao Edson Silva tanto para atuar na sobra da zaga quanto na bola aérea.
Nada explica a titularidade inquestionável do ex-Bahia.
Nem o fato de o São Paulo de Leão ser ultra ofensivo e deixar os zagueiros expostos.
Esse problema tático, de formação da equipe, interfere no rendimento de qualquer zagueiro e Paulo Miranda, parece claro, não irá solucioná-lo.
Coloque Durval ou Leandro Castán, titulares dos bons sistemas defensivos de Santos e Corinthians e verá o rendimento deles despencar.
Contraditória contratação
Fora de campo, há situações contraditórias na contratação de Paulo Miranda.
Os direitos econômicos do boleiro pertencem a BWA, empresa responsável pela comercialização de ingressos em vários tipos de eventos.
Ela é parceira, por exemplo, da Federação Paulista de Futebol desde os tempos da gestão de Eduardo José Farah.
No São Paulo, a BWA ficou onze anos cuidando da venda de ingressos.
O fim da relação comercial foi desgastante e tenso.
A BWA, segundo me disseram na época os cartolas são-paulinos, não admitia a criação do setor Visa.
Sete dias antes da estréia do São Paulo, em 2009, contra o Ituano, eles romperam.
A direção do clube teve que locar catracas, confeccionar ingressos e fiscalizar o funcionamento delas, tudo em cima da hora, para não passar o vexame de estrear no campeonato sem a presença da torcida.
Desde então, Juvenal Juvêncio e grande parte da direção não quer mais negociar com a BWA, apesar da empresa continuar tentando reatar a relação comercial.
Pois bem.
Os direitos econômicos de Paulo Miranda pertencem a BWA.
Houve uma negociação do São Paulo com a empresa na contratação do zagueiro.
Estou tentando descobrir quem indicou o atleta e negociou com a empresa.
Já sei que não foi indicado por Milton Cruz ou Juvenal Juvêncio.
E, que, obviamente, alguém do departamento do futebol tomou a inciativa de falar com a BWA e de buscar o zagueiro para o time.
Espero ter a resposta brevemente.
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