Em sua entrevista coletiva nesta sexta-feira, no CT da Barra Funda, Emerson Leão balançou a cabeça e abriu um sorriso irônico todas as vezes em que ouviu as reclamações do Santos pelo fato de o São Paulo não ter atuado nesta semana. Além de minimizar o teórico maior descanso de seu time, o técnico citou até um documento em que o Peixe aparece como favorecido.
“Gozado, ontem (quinta-feira) recebi através do correio estatísticas documentadas de que, das quatro grandes equipes de São Paulo, na maioria dos itens, supostamente, o mais favorecido é o Santos, depois aparecem Corinthians, Palmeiras e lá em baixo o São Paulo. Se formos levar por coincidências, não vamos mais pensar em futebol, mas em estatísticas”, falou o treinador, rebatendo a declaração de Ganso no Twitter de que o Santos sempre é prejudicado.
O comandante do Tricolor não vê nenhuma vantagem com o cancelamento do duelo de quinta-feira contra a Ponte Preta por conta das fortes chuvas em Campinas. O adiamento deixou o São Paulo com sete dias de intervalo entre seu último jogo e a partida de domingo, contra o Santos, enquanto o Peixe atuou na quarta-feira na altitude de La Paz, na Bolívia, contra o Bolívar, pela Libertadores.
“Está tudo igual. Íamos jogar ontem e eles jogaram na quarta-feira, chegaram quinta-feira de manhã em voo particular. Lógico que a altitude é desagradável, mas não tem segredo nenhum. Ruim é não ter jogador”, respondeu Leão, insistindo na igualdade de condições.
“Não sei se os dois times estão iguais fisicamente porque só treino o São Paulo, mas não muda nada. Se tivéssemos jogado ontem (quinta-feira), não treinaríamos hoje, e estamos treinando, com desgaste por temperatura, umidade. Sinceramente, não vejo nenhuma vantagem”, reforçou, negando qualquer intenção premeditada do Tricolor em não enfrentar a Macaca.
“Chegamos, trocamos de roupa e estávamos lá aguardando. Fomos como visitantes prontos para jogar. Quando o árbitro decidiu, eu estava no vestiário dando preleção. Mas a autoridade máxima é o árbitro. Todos disseram que o campo estava impraticável, sem condição. Se tivessem transferido com grande antecedência, aí sim poderiam chiar”, retrucou, dizendo-se preocupado com seus jogadores.
“Seria assumir um risco sério de contusão e deixaria de ter técnica para um confronto corpo a corpo que geraria problemas de cartões amarelos e vermelho, enfim, tudo aquilo que não deve ser exercido no futebol. O interesse dos dois clubes era igual: a preservação dos seus atletas, nada mais do que isso”, informou.
Contra chiadeira do Santos, Leão cita estatística que favorece rival
Fonte Gazeta esportiva.net
27 de Abril de 2012
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