“Não tenho cabeça de treinador. Nem sei o que faria. É complicado falar porque penso como jogador, não treinador”, sorriu o centroavante, que só não teve Willian José como substituto quando o jogador esteve suspenso, contra o Bragantino na primeira fase do Paulista.
“O elenco dá várias opções para montar o time: o Osvaldo entrou bem (contra o Bragantino), o Willian está fazendo gol, o Lucas é um excelente jogador. É difícil”, apontou o ídolo, que não pôde ver nenhuma dessas alternativas usadas nessa quinta-feira porque o jogo contra a Ponte Preta foi adiado devido às fortes chuvas em Campinas.
Peças à parte, Luis Fabiano minimiza a importância do esquema tático. O capitão, que no início da temporada reclamava que a bola não chegava aos seus pés, cobra apenas que seus companheiros se preocupem em não isolar o setor ofensivo, independentemente do número de atacantes na escalação.
“O sistema com dois ou três na frente é indiferente a partir do momento em que os jogadores procuram se aproximar do atacante, fazer tabela, chegar à frente, como fazem o Lucas, o Osvaldo, o Fernandinho. Isso é o mais importante”, apontou, na torcida para que sua ausência não cause prejuízo.
“Espero que não sintam a minha falta. Vão suprir a minha ausência bem porque tem jogadores capacitados, em bom momento e com condições de dar conta do recado. Vai dar tudo certo mesmo sem eu estar em campo”, falou, já prevendo seu sofrimento das tribunas do Morumbi. “Vida de torcedor é muito difícil. O jogador que não pode estar lá dentro sofre muito. Às vezes chuto o que vier na frente em alguns lances”, contou.