“Se eu não for convocado até o segundo semestre, sou carta fora do baralho”, definiu o jogador, artilheiro do Brasil no último Mundial e ciente da necessidade de se manter bem no clube. “Depende do que eu fizer no São Paulo. Se tudo correr bem e continuar deste jeito, a tendência é que pelo menos comece uma pressãozinha para eu voltar à Seleção.”

A camisa 9 verde-amarela que o atacante usou na África do Sul hoje é de Leandro Damião, mas Luis Fabiano sabe que, como ocorreu com Dunga, sua presença na Copa depende de receber chances. “Depende do treinador, não sei o que o Mano tem na cabeça. Farei de tudo para ir e, tendo uma oportunidade, preciso agarrar. Sei o que fazer porque fiz isso em 2007 com o Dunga e deu certo.”
O ídolo do Tricolor ainda fala em defesa de seus colegas que foram eliminados nas quartas de final do Mundial de dois anos atrás sofrendo a única virada do período de Dunga à frente da Seleção Brasileira, levando 2 a 1 da Holanda por conta de um péssimo segundo tempo. O goleador não acredita em fim da linha para ele e o grupo.
“Quando se perde, obviamente que fica marcado. Fica um ponto negativo e uma interrogação se deve continuar quem não ganhou. No começo, optaram por uma renovação geral, mas agora estão voltando aos poucos, mas ainda existe espaço para quem foi à Copa de 2010, alguns estão muito bem”, defendeu, colocando-se entre as opções de um time vencedor para ser anfitrião da Copa daqui dois anos.
“Não sei como seria jogar ao lado do Neymar, é um garoto com talento enorme que pode resolver tudo sozinho quando quiser. E tem outros também. O Ganso joga muito e estou acostumado e cada vez mais entrosado com o Lucas. O Mano tem opções na mão se quiser formar uma seleção”, apontou, assegurando boa condição física. “Tivemos probleminhas normais, mas o trabalho está sendo bem feito, na dosagem correta. Tenho treinado hoje sem qualquer tipo de problema”, argumentou.