Comparando o São Paulo de agora com aquele em que jogou até 2004, antes de acertar com o Sevilla, Luis Fabiano acredita que o time de 2012 sofre menos cobrança e, com a equipe menos pressionada, o atacante acredita que ficará mais fácil conquistar títulos.
“O momento do time é melhor. Na primeira vez, a pressão era muito grande. Ficaram dez anos sem disputar a Libertadores. Agora, existe cobrança, mas é de apenas três anos sem nada”, explicou o jogador.
Ainda com chances de título tanto no Paulista, quanto na Copa do Brasil, o São Paulo busca conquistar o estadual depois de sete anos e ainda quer garantir o principal objetivo de 2012 já na primeira metade do ano: a vaga na Libertadores, que pode vir com o título inédito da Copa do Brasil. “Vamos ver se o time tem condição de ser campeão. Acredito muito, porque esse time tem qualidade. Fazendo gols, jogando para frente. É o nosso ano, chegou a nossa hora”, garante.

Em paz com a torcida – após um ano difícil e cheio de contusões, como foi 2011 -, Luis Fabiano conta que sempre recebeu apoio dos são-paulinos, que o consideram grande ídolo do time, principalmente agora com a ausência de Rogério Ceni.
“Fiquei muito tempo parado, mas essa coisa de débito não existe. Nunca fui cobrado na rua. Torcedor são-paulino me deu carinho, alegria. Nunca passei por cobrança”, comentou.
Sobre chances na seleção brasileira, o atacante do São Paulo ainda vive a expectativa de aparecer em algum momento na lista de Mano Menezes, já que não teve oportunidades na equipe nacional desde que o técnico assumiu. Vivendo um bom momento no São Paulo, Luis Fabiano assegura que, caso tenha uma nova chance, vai tentar agarrá-la para permanecer na seleção e, quem sabe, jogar mais uma Copa do Mundo.
“Se tudo correr bem, desse jeito, a tendência é que exista uma pressãozinha para a seleção. Não sabemos com quem ele quer contar, mas aparecendo a oportunidade, tem de agarrar. Se aparecer, já sei o que fazer, já tive outras oportunidades, deu certo e espero que apareça. Também é um objetivo na minha cabeça”, admitiu.
“Ainda tem espaço, mas é planejamento, novo treinador e sinceramente muitos daquela Copa podem jogar a próxima. Vai do Mano escolher, tem Olimpíada... Vamos esperar para que ver o que vai no segundo semestre. Se não for no segundo semestre, daí acho que sou carta fora do baralho”, complementou.