“Muito mais que a derrota do Corinthians, a minha felicidade foi pela Ponte Preta, que está voltando, em evidência, com um Dérbi importante. Se do outro lado tinha o Corinthians, vou fazer o quê?”, indagou, abrindo os braços e pressionando os lábios, mantendo o bom humor ao citar o arquirrival.
Antes da última rodada da primeira fase do Estadual, o camisa 9 já havia provocado o Timão ao desembarcar no aeroporto de Cumbica 33 minutos antes do Corinthians e, então na liderança do Paulista, avisar que o Tricolor estava “sempre na frente”. O centroavante também brincou em outras entrevistas considerando chamando de “joguinhos” as partidas do rival pela Libertadores.
O ídolo da torcida do clube do Morumbi, entretanto, faz questão de negar qualquer fixação em relação ao time eliminado pela Macaca no domingo, pelas quartas de final do Paulista. “Sinceramente, não me importo com o que o Corinthians faz. O que me importa e dá dor de cabeça é o São Paulo”, afirmou, ressaltando a força da Ponte.

“Não foi uma surpresa [a Ponte eliminar o Corinthians], é que não estamos acostumados a ver. Gosto do time da Ponte Preta, tem qualidade para ganhar de qualquer time grande. Precisamos ter cuidado porque é uma equipe perigosa, ainda mais em Campinas, onde a torcida pressiona muito. Eles têm jogadores de qualidade. Temos que estar preparados para tudo”, avisou.
O atacante chegou a citar a vitória campineira no Pacaembu como uma “fatalidade”, já que os comandados de Tite não estavam em um “bom dia”. Mesmo assim, usou a partida para alertar sobre o centroavante da Ponte Preta, Roger, que iniciou a carreira na Macaca comparado a Luis Fabiano.
“O Roger vem fazendo um bom trabalho na Ponte, é um centroavante perigoso. Precisamos de um certo cuidado porque, se bobear, já vimos que ele faz gol”, apontou, lembrando do gol de Roger no domingo, o segundo do time interiorano na vitória por 3 a 2.
Luis Fabiano só discorda de quem vê semelhanças entre ele e a esperança de gols da Macaca. “Conversei algumas vezes com o Roger. Era comparado muito comigo, por seu jeito de ser e jogar. Mas tem características diferentes, é mais de área mesmo, enquanto eu, depois que atuei na Europa, passei a jogar um pouco mais fora da área”, analisou.