“Foi falta, você tem que ser realista, aí vai do critério do árbitro. Acho que não foi para cartão porque não levava tanto perigo. Eu tentei tirar a perna e peguei o adversário. Infelizmente, houve outras faltas piores que não tiveram cartão. É um critério que queria entender. Poderia ter evitado, me tira de um jogo importante, por isso fiquei triste e chateado. Mas paciência”, comentou o atleta nesta segunda-feira, em entrevista à TV Globo.

Luis Fabiano é conhecido por receber um número alto de cartões em faltas e reclamações. Ele acredita que sofre por não ter o jeito dos defensores ao cometer uma infração. “A gente (atacantes) não sabe fazer falta, mas ainda continuo com a opinião que poderia ter evitado o amarelo. No jogo, eu levei um chute no tornozelo que era para vermelho, são critérios que não entendo. Passado é passado, agora é pensar na Ponte Preta”, repetiu.
Apesar da frustração pela suspensão, Luis Fabiano rejeitou o pensamento de forçar uma expulsão e tentar alguma alternativa jurídica - até um efeito suspensivo – para atuar na semifinal. “A expulsão seria pior”.
Da partida contra o Bragantino, Luis Fabiano prefere guardar as lembranças positivas, como o golaço de falta que surpreendeu o goleiro Rafael Santos. O jogador ganhou mais espaço nas cobranças das infrações com a lesão do goleiro Rogério Ceni, o batedor oficial do clube.
“Eu tenho 14 gols de falta. Pode ser novidade para as pessoas, mas eu era o cobrador oficial do Sevilla. No São Paulo, eu estou tendo a oportunidade de treinar”, finalizou o Fabuloso.