A exemplo do que aconteceu na vitória sobre o Bahia de Feira, pela Copa do Brasil, o que se viu em Lins foi um time acomodado e que dava a impressão que pensava ser capaz de resolver a partida tão logo impusesse seu ritmo. Não foi o que aconteceu.
As declarações do técnico Emerson Leão indicaram o descontentamento com a postura da equipe em campo e deram a entender que alguns jogadores exageraram na empolgação com a série invicta. “Perdemos pela falta de iniciativa. É claro que não gostamos de perder, mas isso pelo menos serve para amadurecer aquelas pessoas que se achavam definidas. Foi uma hora desagradável, mas não foi mortal. Temos de ter os pés no chão e trabalhar mais”, cobrou o técnico.

Apesar de a Copa do Brasil ser a prioridade do primeiro semestre, o São Paulo vê com bons olhos a possibilidade de levantar o troféu do Paulista, algo que não faz desde 2005, justamente na primeira passagem de Leão pelo Morumbi. No ano passado a situação era semelhante à atual: a equipe terminou a primeira fase na liderança, mas em duas semanas caiu diante de Santos, no Estadual, e Avaí, na Copa do Brasil, e mergulhou na crise. Para não repetir o fracasso, a ordem é retomar o espírito guerreiro o quanto antes.
Os jogadores concordam com Leão que o time não rendeu o esperado contra o Linense e que a apresentação deixou os torcedores preocupados com o duelo contra o Bragantino pelas quartas, mas garantem que o vacilo não passou de um desvio de rota.
“Precisamos manter a tranquilidade nesse momento e acertar onde erramos para a próxima partida. Fomos mal contra o Linense e temos a consciência disso, mas não será um único jogo que vai apagar tudo o que fizemos até aqui”, observou o zagueiro Rhodolfo, ao lembrar que a equipe tem apenas duas derrotas nas 22 partidas disputadas até aqui na temporada.
Embora decida a vaga no Morumbi, o São Paulo não tem nenhuma outra vantagem – como jogar pelo empate – por ter terminado em segundo lugar. A confiança continua alta no elenco e é respaldada pelos bons números. Mas coube a Luis Fabiano dar o alerta: é proibido falhar de novo. “Será um jogo difícil contra o Bragantino e no mata-mata não são permitidos erros”, alertou o atacante. Ninguém há de discordar do capitão.