Sim, ele se contundiu e ainda não jogou o que pode, mas mesmo assim assumiu a responsabilidade de tutelar os mais jovens e cutucar os adversários menores.
Quem joga no São Paulo tem que saber o tamanho desse time.
Dois jogadores, medianos apenas, foram exemplo disso há poucos anos: Souza e Leandro.
Eles não ficavam quietos, provocavam os adversários e entravam em campo para resolver. Em resumo, não tinham medo de cara feia, algo que tem faltado ao tricolor nos últimos tempos.
Falavam a língua dos boleiros.
Todo time precisa ter jogadores assim, malandros ‘do bem’, que defendem os mais novos e dão a cara para bater.
Luis Fabiano tem exatamente essa postura. Centroavante de seleção em Copa do Mundo, ídolo de uma torcida que lotou o Morumbi na sua apresentação, assume a responsabilidade.
Ontem, disse na chegada da delegação tricolor, em tom de brincadeira, que “sempre chegamos na frente deles”. O ‘deles’ em questão era o time da marginal sem número.
Estava faltando isso. Obviamente, precisamos ganhar títulos, mas confesso que percebo uma mudança de comportamento dentro do elenco tricolor.

Agora todo mundo sabe que ‘O CAMPEÃO VOLTOU’ de verdade. Aliás, esse gritou virou mania tricolor em todo o país. Foi assim na última quarta-feira em Feira de Santana.
Sei que serei criticado se o time for eliminado, mas não estou nem aí. O que me importa é ver o São Paulo com cara de São Paulo, e isso tenho visto.